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Chique é repetir roupa ou pagar barato no que gostamos

A Regina Casé também acha e repetiu roupa no casamento da Fernanda Souza e Thiaguinho. E o Brasil resolveu fazer pouco caso da escolha de Anitta, super hi-low e retrato de um dos trunfos da nossa moda hoje: a roupa de magazine com assinatura de design.

Por Carol Althaller (colunista) Atualizado em 14 jan 2020, 19h33 - Publicado em 26 fev 2015, 15h45

Acho chique repetir roupa. Roupa é memória, autenticidade, relações emocionais. Disse minha sogra: “Se a roupa não merece ser repetida é melhor deixá-la na loja.”

A Regina Casé também acha. Aliás, ela disse a mesma coisa essa semana, depois de usar um vestido lindo da marca Isolda, todo bordado à mão, cheio de história. O vestido foi usado pela apresentadora no casamento de Thiaguinho e Fernanda Sousa, no baile do amfAR e no casamento de seu sobrinho. Coisa boa abrir o armário e lembrar tanta história que a gente viveu com aquela peça!

Pegando carona no casamento da Fernanda Souza para discutir alguns temas importantes sobre moda, Regina comentou uma coisa que é verdade: homem tem um terno só e ninguém liga. Mas mulher tem que ter vestido novo toda festa. Concordo com Regina, isso é besteira.

Estamos repensando o consumo de moda — e o consumo como um todo –e mais ligados em questões ambientais. Novas iniciativas e movimentos para rever a lógica de consumo e torná-lo um ato mais consciente nascem a cada dia. Pra que então, um vestido novo a cada ocasião?

Da mesma forma, a nova democracia da moda anda junto com o espírito do nosso tempo, incerto, comedido.

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Seria mais que justo pagar R$ 349,90 (com sorte, R$79,90) em um vestido preto, peça chave, e que cabe em diversas ocasiões. Preço justo, não? E ainda numa peça assinada.

Mas o Brasil resolveu fazer pouco caso da escolha de Anitta, super hi-low e retrato de um dos trunfos da nossa moda hoje: roupa de magazine com assinatura de design. 

Não tem certo e errado. A moda é cada dia mais livre, democrática e borbulhante, com referências de todas as camadas – inclusive as populares, das ruas, de blogs, revistas, novelas, seriados, filmes, redes sociais, e o que mais a gente inventar. 

Com certeza valeu mais saber que a Anitta estava de fast fashion do que de alta costura. Vida real e mais perto do que a gente é.

Que aceitemos, então a nossa realidade. E viva a roupa com memória!  

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