Tião Simpatia

Em visitas a escolas no Piauí e no Ceará, ele apresenta cordel sobre Leia Maria da Penha. Ele é finalista da categoria Eles por Elas do Prêmio CLAUDIA 2019

Gostou deste finalista?
Obrigado por participar! Você pode votar quantas vezes quiser, em qualquer categoria.
Ops! Algo deu errado. Tente novamente mais tarde.

Para quem não sabe, Fortaleza é a terra natal de Maria da Penha, ativista que dá nome à lei que protege as mulheres contra a violência doméstica. Também cearense, o artista popular Sebastião de Oliveira, conhecido como Tião Simpatia, se inteirou da luta de Maria da Penha quando se mudou para a capital, vindo da litorânea Camocim, em 2007.

Após um encontro entre os dois, Tião foi desafiado por ela a transformar os 46 artigos que compõem a lei em cordel, como forma de aproximar o tema legal das camadas populares.

Ele aceitou a missão e destrinchou o texto jurídico em 33 estrofes. “Preservei o principal para que fosse de fácil entendimento”, conta ele. Até então, Tião era repentista, e não cordelista. Mas foi com os folhetos símbolo dessa literatura que ele começou a se alfabetizar, durante a adolescência, com a colaboração de um tio.

“Despertei para a arte pelo cordel”, diz. A partir de 2014, o cordel de Tião sobre a Lei Maria da Penha chegou às escolas públicas. Inicialmente, apresentou-se na rede municipal de Teresina, em parceria com a Prefeitura e o Instituto Maria da Penha – só no primeiro ano para cerca de 40 mil alunos do ensino fundamental. Entre 2018 e 2019, foi a vez do sistema estadual em Fortaleza, abrangendo 70 escolas.

Neste mês, retorna a Teresina. Tião vai pessoalmente declamar. Na capital piauiense, a rotina é de visitas diárias a duas escolas, com dois turnos em cada uma. Em poucos minutos, os estudantes entendem como funciona a proteção à mulher prevista pela legislação.

“Muita gente conhece a Lei Maria da Penha de ouvir falar, mas não sabe que ela protege contra outras formas de violência além da física”, afirma ele. Nesses encontros, são indicados o contato da Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, e os endereços de delegacias especializadas da região. “As crianças se mobilizam muito e são capazes de multiplicar esse conhecimento”, avalia.

Levando cordel a escolas, fixamos as principais informações de combate à violência doméstica

Tião Simpatia