Tabata Amaral de Pontes

É criadora de dois movimentos sociais, o Mapa Educação, para melhorias no ensino, e o Acredito, de mobilização política

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A cientista política Tabata Amaral de Pontes, formada na universidade americana Harvard, tem um sonho: “Quero ser presidente do país”. Trata-se de um projeto para o futuro, é claro, mas ela já se prepara.

Atualmente, trabalha em uma multinacional e planeja fazer mestrado em economia e políticas públicas no exterior. Em 2022, quer se candidatar a deputada. “Quero ocupar cargos para ajudar a transformar a sociedade, o estado e o Brasil”, diz.

Até agora, já fundou dois movimentos sociais. O Mapa Educação foi idealizado quando ainda estava nos Estados Unidos. “Eu e outros colegas brasileiros ficamos alarmados com a ausência de pautas sobre educação nas eleições presidenciais de 2014”, afirma.

Como resposta, escreveram um manifesto, identificaram as fragilidades do país no setor e apresentaram aos candidatos. Hoje concentram-se em mobilizar outros jovens e fiscalizar as políticas públicas. No início deste ano, Tabata e outros colegas fundaram também o Acredito, movimento político e suprapartidário para apoiar candidatos nas próximas eleições.

Entre as pautas estão a educação de qualidade, casamento gay e maior independência para a economia, temas alinhados tanto à esquerda quanto à direita.

São ambições e trajetória dignas de jovens criados nos melhores bairros e escolas do país. Mas não é o caso. Filha de cobrador de ônibus e recepcionista, Tabata nasceu no extremo sul da capital paulista. Boa aluna, no 6º ano, pelo bom desempenho na Olimpíada Brasileira de Matemática, ganhou uma bolsa para fazer um curso da disciplina em um colégio particular na região central de São Paulo um sábado ao mês.

Ali, suas excelentes notas renderam outra bolsa, esta para ser aluna formal da escola. Quando se formou no ensino médio, foi aprovada em seis universidades americanas. Estava prestes a se matricular quando o pai morreu, vítima de complicações por abuso de álcool. Pensou em desistir, mas foi incentivada por professores e funcionários da escola. Ainda bem.