Priscila Cruz

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Maior premiação feminina da América Latina, o prêmio CLAUDIA chega à sua 22ª edição reconhecendo o talento, as histórias de superação e a realização de brasileiras em diferentes áreas. Conheça as finalistas deste ano, escolha as suas favoritas e dê o seu voto. Com ele, você ajuda a homenagear as mulheres que batalham para fazer deste um país melhor.

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Priscila Cruz

É presidente e uma das fundadoras da ONG Todos pela Educação, que luta por leis e boas práticas no ensino nacional

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É presidente e uma das fundadoras da ONG Todos pela Educação, que luta por leis e boas práticas no ensino nacional

TEXTO GIULIANA BERGAMO

A alfabetização descortina o mundo. Ao ler e escrever, o indivíduo alcança um novo status na sociedade, reforça seu espírito crítico, participa mais ativamente das decisões que repercutem diretamente em sua vida e tem acesso ao conhecimento formal.

O Brasil ainda está longe de assegurar esse direito a todos os cidadãos, mas importantes passos foram dados na última década. O índice de analfabetismo, por exemplo, cai ano a ano – baixou de 9,3 milhões de pessoas com mais de 15 anos, em 2007, para 7,4 milhões, em 2015.

Paralelamente, a quantidade de brasileiros que ingressa na escola só aumenta. Por trás dessas boas notícias estão os esforços do movimento Todos pela Educação, iniciativa da sociedade civil que tem como objetivo garantir ensino de qualidade nas escolas do país.

Fundada pela paulistana Priscila Cruz em 2006, a organização não governamental surgiu do desconforto da administradora e seus colegas diante da instabilidade política que se instalou com o escândalo do mensalão, em 2005.

Na época, ela dirigia a Faça Parte, ONG de trabalho voluntário estudantil. “Ao acompanhar o noticiário, refletimos: a única saída concreta para o país é o investimento em educação.” Seu primeiro desafio foi fazer um amplo levantamento das mais relevantes iniciativas educacionais espalhadas pelo Brasil.

Em seguida, realizou 70 entrevistas com pessoas influentes, de gestores públicos a empresários. Organizou um workshop com todos eles para traçar metas e estratégias para melhorar os índices de ensino no Brasil e criou uma comissão técnica que as validasse.

Assim, em setembro de 2006, o movimento foi lançado em um evento que reuniu 400 pessoas no Parque do Ipiranga, em São Paulo. A data e o local não foram escolhidos aleatoriamente. “Um país só pode ser considerado completamente independente quando todos os cidadãos têm acesso pleno à educação”, afirma.

Entre as conquistas da entidade está a Emenda Constitucional nº 59, de 2009, que ampliou a faixa etária que tem direito à Educação Básica gratuita: passou de 7 a 14 anos para 4 a 17 anos. Desde a aprovação da medida, foram criadas quase 300 mil vagas para professores ao longo dos seis anos seguintes.