Karine Vieira

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Maior premiação feminina da América Latina, o prêmio CLAUDIA chega à sua 22ª edição reconhecendo o talento, as histórias de superação e a realização de brasileiras em diferentes áreas. Conheça as finalistas deste ano, escolha as suas favoritas e dê o seu voto. Com ele, você ajuda a homenagear as mulheres que batalham para fazer deste um país melhor.

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Karine Vieira

Assistente social, ajuda pessoas recém-egressas do sistema penitenciário a conseguir emprego

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Ajuda pessoas recém-egressas do sistema penitenciário a conseguir emprego

TEXTO GIULIANA BERGAMO

O Brasil tem uma das maiores populações carcerárias do mundo: são cerca de 650 mil presos. Confinados em ambientes superlotados e onde a violência corre solta, não raro eles saem piores do que entraram.

Perdem vínculos familiares e sociais e veem as chances de sobreviver fora da criminalidade ainda mais reduzidas. “Mas engana-se quem acha que eles não querem mudar de vida”, afirma a assistente social Karine Vieira, que auxilia pessoas egressas do sistema penitenciário a se reintegrar na sociedade. “Eles só precisam de alguém que acredite em seu potencial de transformação.”

O problema é que isso raramente ocorre. Marginalizados, acabam reincidindo e perpetuando um ciclo que costuma ter desfechos dramáticos.Foi um desses finais que fez Karine escolher um novo rumo.

Ela entrou para o crime aos 14 anos por brincadeira de adolescente transgressor de classe média. Começou cometendo pequenos furtos até que a coisa ficou séria e entrou para o tráfico. Aos 24 anos, acabou presa por cinco meses.

Logo voltou a trabalhar para uma quadrilha. Parou quando um colega foi baleado e, meses depois, morreu. “Na época, meu segundo filho estava com 2 anos. Refleti e decidi começar de novo”, afirma. Incentivada por uma tia, retomou os estudos – fez serviço social.

Agora, usa sua experiência para transformar a vida de outros. É voluntária da agência de empregos Segunda Chance, do Grupo Cultural AfroReggae, que atende mais de 3 mil pessoas por ano e consegue trabalho para 15% delas.

Karine representa a ONG carioca em São Paulo, onde promoveu inovações. Estabeleceu, por exemplo, parcerias com universidades para conseguir serviços odontológicos, médicos e jurídicos para quem acabou de sair da cadeia.

Atua dentro das empresas ajudando na mediação de conflitos com os outros funcionários. Para isso, criou os encontros de sensibilização, em que conversa com os colaboradores sobre a realidade do egresso e esclarece questões legais. O objetivo é derrubar mitos e diminuir o preconceito.