JULIANA ROMANO | @ju_romano

Por meio da moda e da beleza, conscientiza as seguidoras sobre uma relação saudável com o corpo e promove autoestima e autoconfiança. Ela é finalista do Prêmio CLAUDIA 2019 na categoria Influenciadora Social

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Aos 16 anos, Juliana Romano conseguiu emprego em uma loja. Ficou em primeiro lugar na seleção, mas acabou no estoque, onde também estavam uma negra e uma anã. Estranhou quando outra participante do processo seletivo, que não tinha se saído tão bem, ficou com a vaga de vendedora, com salário maior e comissão. Uma colega chamou a sua atenção sobre o motivo de a terem deixado escondida no depósito. “Você é baixa e gorda.” Quando criança, Ju Romano achava que, adulta, ficaria como a Barbie com que ela brincava – alta, loira e magra. Para conversar com outras mulheres que não se encaixam nesse padrão, começou um blog em 2008, tornando-se precursora no tema.

Parte do conteúdo facilita o cotidiano de quem a segue, majoritariamente mulheres gordas. São indicações como onde comprar roupas grandes e looks para se inspirar. Como influenciadora, no entanto, isso é só pano de fundo para uma formação de consciência. “Escolhi a moda para falar da relação com o corpo. Não preciso dizer ‘Ame-se, você é maravilhosa’. Dou ferramentas para as leitoras se sentirem assim, e elas passam a se enxergar de outro jeito”, diz a paulistana, que tem 370 mil seguidores no Instagram e 200 mil no YouTube.

Chora com os mais de 100 relatos diários que recebe, alguns com situações muito familiares às que viveu. Ju teve anorexia por cinco anos e enfrentou um relacionamento abusivo agravado pela falta de autoestima e de autoconfiança. “Sou um ouvido sem julgamentos, alguém que está lá para ajudá-las.” Aconteceu com uma seguidora que, após o nascimento da filha, ficou dois anos sem sair de casa por não aceitar seu novo corpo. Foram três meses de trocas de mensagens até a mulher conseguir retomar a vida. Histórias de quem tentou suicídio também não são raras. “Elas dizem: ‘Não aguento mais viver assim’. Mas o problema não é o corpo, ele não é certo ou errado. É como a pessoa é ensinada a vê-lo.” Além da pressão estética, há a gordofobia, o preconceito. “Fortaleço as mulheres para que lutem no âmbito social e consigam promover mudanças.” Com esforços assim, ninguém mais terá vergonha de si mesma nem viverá escondida.

Quero que essas mulheres vejam que é possível ser gorda e ter uma vida social, amorosa e profissional
bem-sucedida

JULIANA ROMANO, produtora de conteúdo

Conheça as outras finalistas da categoria Influenciadora Social:

Gabriela Manssur

Maíra Azevedo, a Tia Má