Juliana Estradioto

Em pesquisas no ensino médio, a estudante usou frutas para criar plástico ecológico. Ela é finalista do Prêmio CLAUDIA 2019 na categoria Inovação e Ciências

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Uma foto de Juliana Davoglio Estradioto viralizou nas redes sociais em maio passado. Com misto de choro e riso de alegria, ela reagia ao anúncio de que sua pesquisa havia ganhado o primeiro lugar na premiação da Intel International Science and Engineering Fair (Iself), na cidade americana de Phoenix. Antes, havia vencido a categoria de ensino médio do Prêmio Jovem Cientista, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entre outros reconhecimentos para adolescentes cientistas. Como recompensa, um asteroide receberá seu sobrenome, será assistente de pesquisa no renomado Instituto Technion, em Israel, e assistirá à cerimônia de entrega do Prêmio Nobel, na Suécia – isso tudo antes de ingressar na faculdade. Moradora de Osório, município de 45 mil habitantes a 100 quilômetros de Porto Alegre, a jovem não tinha ideia do seu potencial para as ciências até iniciar os estudos nos laboratórios parcialmente improvisados do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). “Foi uma surpresa poder fazer pesquisa no ensino médio”, lembra. A primeira iniciativa surgiu em um projeto de extensão que apoiava a agricultura familiar. Juliana se sentiu incomodada com o volume de material orgânico rejeitado sem reaproveitamento.

“As ciências são uma ótima forma de ajudar as pessoas e o planeta. Quando entendi isso, comecei a dar espaço às minhas ideias.” Após meses de pesquisa, descobriu o potencial da casca de maracujá para a produção de embalagens plásticas. Em seguida, desenvolveu um método para despoluir a água contaminada por corantes têxteis usando a semente da fruta. Por último, sabendo que alguns microrganismos criam membranas que substituem tecidos sintéticos, investigou o potencial da casca da macadâmia para produzir material sustentável. A recepção que teve após seus estudos ultrapassarem os muros do colégio público a motivou a incentivar outros jovens. “Gostaria de estudar, além de química e biologia, comunicação para disseminar tudo isso”, conta empolgada. Atualmente, ela se empenha para cursar uma universidade americana, onde terá garantia de estrutura para executar suas pesquisas.

Gostaria que outros jovens tivessem a oportunidade de se apaixonar pelas ciências no ensino médio

JULIANA ESTRADIOTO, estudante

Conheça as outras candidatas da categoria Inovação e Ciências:

Luciana Carvalho

Fernanda Abra