Gina Vieira Ponte

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Maior premiação feminina da América Latina, o prêmio CLAUDIA chega à sua 22ª edição reconhecendo o talento, as histórias de superação e a realização de brasileiras em diferentes áreas. Conheça as finalistas deste ano, escolha as suas favoritas e dê o seu voto. Com ele, você ajuda a homenagear as mulheres que batalham para fazer deste um país melhor.

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Gina Vieira Ponte

Educadora, criou um projeto para ampliar o conhecimento dos alunos sobre o papel e a força da mulher

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Criou um projeto para ampliar o conhecimento dos alunos sobre o papel e a força da mulher

Na infância, a educadora Gina Vieira Ponte ouviu da mãe dela: “Sempre que alguém disser que você não cabe em algum lugar, é para lá que você vai”. Negra, pobre e nascida na marginalizada Ceilândia, cidade-satélite de Brasília, a moça já entendia bem a primeira parte da sentença.

Na sala de aula, era excluída tanto pelos colegas quanto pelos adultos. “Meu sonho era ser invisível.” Até que, com 8 anos, foi acolhida por uma professora que decidiu incentivá-la. “A experiência de ter alguém que acreditasse em mim foi tão forte que eu carreguei para o resto da vida”, conta Gina.

Contrariando o que, para as outras garotas ao seu redor, era regra, não engravidou cedo nem aceitou ser empregada doméstica. Escolheu ser professora. A frustração com a educação, no entanto, parecia uma sina. Depois de anos aterrorizando-se com alunos violentos e gestores displicentes, entrou em depressão.

Afastada do emprego, dedicou-se a cursos de pós-graduação em busca de novos caminhos para a educação. Percebeu que o professor precisa compreender o universo do aluno para envolvê-lo.

Quando já estava de volta à sala de aula, em 2013, deu de cara com um vídeo de uma ex-aluna de 13 anos que dançava uma coreografia erótica ao som de um funk proibidão nas redes sociais.

O choque deu origem a uma ideia para a aula de produção de textos: depois de desenvolver uma metodologia própria, a professora apresentou em aula o nome de mulheres como as escritoras Cora Coralina e Carolina de Jesus, além de Maria da Penha e Malala, e convidou os alunos a pesquisar e escrever sobre elas.

Engajados, eles fizeram o projeto crescer. Não só se aprofundaram na vida dessas personagens como levaram a pesquisa para casa, entrevistaram mulheres que fizeram diferença na vida deles (mães ou avós) e publicaram o trabalho em um livro coletivo.

No ano passado, o método lhe rendeu prêmios como o Professores do Brasil, do Ministério da Educação, e o Ibero-Americano de Educação, do qual participaram representantes de 17 países. Agora, Gina lidera um projeto para capacitar professores e replicar o trabalho em outras 15 escolas em Brasília.