Fernanda Abra

A bióloga desenvolve métodos que evitam o atropelamento de animais em rodovias. Ela é finalista do Prêmio CLAUDIA 2019 na categoria Inovação e Ciências

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Lobos-guará, antas, jaguatiricas, gambás e tamanduás-bandeira são apenas alguns dos bichos atropelados por automóveis nas rodovias brasileiras. A bióloga Fernanda Abra, de São Paulo, estima que sejam mortos, em média, 39 mil mamíferos de médio e grande porte por ano somente nas estradas paulistas. De olho na preservação da fauna – algumas espécies estão em risco de extinção – e no equilíbrio ambiental, ela desenvolve tecnologias para baixar esse número. Atua na Via FAUNA, consultoria especializada no manejo de estradas, aeroportos e ferrovias cofundada por ela, e como pesquisadora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo.

“Meu intuito é unir a preocupação socioambiental com inovação e empreendedorismo”, afirma. Suas criações, tais como cercas, viadutos vegetados para a circulação dos bichos e passagens subterrâneas, permitem que governos e empresas administradoras de rodovias e outras obras implementem alternativas de proteção. O primeiro projeto que Fernanda acompanhou no ramo foi em 2010, quando trabalhava no Ibama. Hoje, já tem no currículo atuações em rodovias de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, da Bahia, do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul. Com o monitoramento dos resultados, ela obtém dados para embasar novas empreitadas. “Acidentes com vítimas fatais são evitados e gastos de atendimento a colisões poupados”, acrescenta.

Como próxima solução, está desenvolvendo um sistema de detecção e sinalização de animais na pista ou em arredores dela com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), em fase de testes. E, a partir do próximo ano, oferecerá treinamento para quem faz licenciamento de rodovias – conscientizando sobre o problema e destacando quais ferramentas podem ajudar – com recursos do prêmio Future for Nature, que recebeu este ano.

Quero reverter o descaso sobre a morte de animais em estradas e alertar sobre o impacto ambiental disso

FERNANDA ABRA, bióloga

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