Eliana Dessen

Uma das pioneiras em pesquisas de genética no mundo, ela cria materiais didáticos para alunos e instrui professores da rede estadual paulista. Eliana é finalista do Prêmio CLAUDIA na categoria Ciências

Quando um aluno acessa o mundo microscópico, entende que tudo pode ser investigado mais a fundo. A observação da composição de um fio de cabelo ou das estruturas de uma célula leva a infinitas possibilidades de trabalho. A paixão por esse momento do aprendizado motiva a biogeneticista Eliana Dessen, coordenadora de educação do Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão sobre o Genoma Humano e Células-Tronco, entidade ligada ao Instituto de Biociências, da Universidade de São Paulo, onde atua desde 2004.

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Depois de se aposentar da área de pesquisa, em 1997, ela multiplicou o conhecimento adquirido nas três décadas de carreira acadêmica. “A educação sempre me encantou”, diz Eliana, que esteve no centro de algumas das primeiras e mais importantes investigações sobre genética do mundo. “Gosto de ver os estudantes observando detalhes, em busca de algo que merece ser esmiuçado.”

Sua principal função atualmente é desenvolver materiais didáticos que facilitem o trabalho do professor no ensino da biologia, sobretudo a genética, nas salas de aula da rede estadual paulista. Para aumentar o engajamento, criou um laboratório ambulante, equipado com microscópios e kits para experiências. Cada escola o recebe por três semanas. Antes de usá-lo, os educadores passam por um treinamento. “Professores também têm dúvidas importantes e nesses encontros podemos saná-las.” Há ainda jogos e livros produzidos por Eliana e sua equipe. Ao todo, calcula-se que 42 mil alunos tenham sido impactados anualmente pelas iniciativas dela.

A biogeneticista também é editora da revista semestral para educadores Genética na Escola, publicada pela Sociedade Brasileira de Genética. E organiza o Genética na Praça, evento que ocorre paralelamente ao congresso brasileiro da área, com o objetivo de oferecer oficinas para atualizar os professores do ensino médio. “Na ocasião, especialistas de todo o Brasil podem ministrar palestras voltadas para esse público”, diz.

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