Ana Elisa A.C. de Siqueira

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Maior premiação feminina da América Latina, o prêmio CLAUDIA chega à sua 22ª edição reconhecendo o talento, as histórias de superação e a realização de brasileiras em diferentes áreas. Conheça as finalistas deste ano, escolha as suas favoritas e dê o seu voto. Com ele, você ajuda a homenagear as mulheres que batalham para fazer deste um país melhor.

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Ana Elisa A.C. de Siqueira

Criou um modelo de gestão de saúde focado em prevenção e no controle de doenças crônicas

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Criou um modelo de gestão de saúde focado em prevenção e no controle de doenças crônicas

TEXTO DE GIULIANA BERGAMO

Para a oftalmologista Ana Elisa A.C. de Siqueira, a medicina contemporânea tem um problema crônico: paga-se por serviço, não por desempenho.

“O paciente que, porventura, sai enxergando mal depois de uma cirurgia de catarata vai desembolsar pela operação o mesmo valor que aquele que saiu bem. Isso faz com que todo o sistema mire na produção, não na qualidade”, afirma. Foi pensando nisso que ela criou o Grupo Santa Celina, empresa que oferece soluções para gestão de hospitais, empresas e convênios médicos e que, em 2016, faturou 70 milhões de reais.

Um dos braços do negócio é o Semeando Saúde, modelo de organização dos atendimentos que tem como objetivo promover a prevenção, melhorar os resultados dos atendimentos e, como consequência, diminuir custos.

A base de tudo é uma rede de monitoramento da cartela de clientes, que são divididos em três grupos: quem tem menos de 60 anos e é saudável; quem está na mesma faixa etária, mas já é portador de alguma doença crônica; quem tem mais de 60 anos.

Com cada um deles a abordagem é diferente. Para os idosos, por exemplo, o objetivo é evitar que percam capacidades cognitivas e funcionais. “Quanto maior o declínio de saúde nessa idade, maior o risco de mortalidade, internações e procedimentos médicos”, diz.

Um sistema informatizado concentra e organiza informações de cada paciente, desde dados cadastrais até resultados de exames e orientações feitas durante a consulta. Por telefone, uma equipe entra em contato (em datas preestabelecidas) para lembrar sobre retornos, check-ups e conferir se os medicamentos estão sendo tomados de forma correta.

“Assim, conseguimos reduzir o número de passagens no pronto-socorro e de internações. E, mesmo quando elas ocorrem, são mais breves”, afirma a empresária. “Também acreditamos que o pagamento dos médicos reflete diretamente na qualidade do atendimento.”

Para isso, ela criou a rede Cuidar, que capacita os especialistas a usar o sistema e oferece quase o dobro da remuneração praticada no mercado.

Filha e neta de médicos, Ana Elisa seguiu o que parecia ser o caminho natural da família: cursou medicina e especializou-se em oftalmologia. Mas seu interesse real era a administração hospitalar. Fez um mestrado em economia e gestão em saúde na Escola Paulista de Medicina, além de especializações em finanças e gestão estratégica. E a partir daí desenvolveu a própria trajetória – de sucesso.