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Após esta crítica machista, chefe do Comitê Olímpico de Tóquio se desculpa

Em reunião, Yoshiro Mori fez comentários claramente sexistas e machistas. Confira o que ele disse

Por Da Redação 4 fev 2021, 12h48

O chefe da Olimpíada de Tóquio, Yoshiro Mori, pediu desculpas nesta quinta-feira (4) pelos comentários machistas pronunciados em uma reunião ontem com outros funcionários da entidade. Na ocasião, Yoshiro destilou sexismo ao dizer que as mulheres “falam demais”.

Em uma coletiva de imprensa convocada às pressas hoje, Mori, de 83 anos, disse que seus comentários foram “inadequados”, se retratou, mas disse que não planeja se retirar do cargo, conforme o pedido feito através das redes sociais com a hashtag “Mori, por favor renuncie”, em que usuários do Twitter pediam aos patrocinadores que pressionassem o comitê organizador de Tóquio a retirar Mori do cargo principal.

Na coletiva, o chefe da Olimpíada foi pressionado a dizer se realmente acha que as mulheres falam demais e em resposta ele disse: Não ouço mulheres tanto ultimamente, então não sei”.

O Comitê Olímpico Internacional divulgou comunicado à Reuters em  que considerou o “assunto encerrado” após o pedido de desculpas.

De acordo com a mídia local, o comentário de Mori na reunião foi:  “Os conselhos de administração com muitas mulheres levam muito tempo. Se você aumenta o número de membros executivos femininos, e se seu tempo de palavra não estiver limitado em certa medida, terão dificuldade para terminar, o que é irritante. As mulheres têm o espírito de competição. Se uma levanta a mão (para falar), as outras acham que também devem se expressar. É por isso que todas acabam falando. Temos oito mulheres no comitê de organização, mas elas sabem ficar em seu lugar.”

Seiko Hashimoto, a ministra Olímpica do Japão, disse que deseja manter “discussões completas” com Mori, que é ex-primeiro-ministro japonês, e completa que ” o princípio fundamental das Olimpíadas é promover o avanço das mulheres no esporte em todos os níveis e organizações para realizar a igualdade de gênero”.

Atualmente, o comitê conta com 24 membros dos quais cinco são mulheres.

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