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Thiago Lacerda, um galã renovado

Depois de um ano longe da TV, o ator voltou com tudo no papel do aventureiro Bruno em "Viver a Vida"

Por Redação M de Mulher
Atualizado em 21 jan 2020, 05h12 - Publicado em 17 nov 2009, 21h00

“Quero provocar questionamento, 
reflexão, sorriso e lágrima”
Foto: Fernando Moraes

Quem ainda não se deixou contagiar pelo espírito de aventura de Bruno em “Viver a Vida”, pode esperar… Acompanhar o personagem de Thiago Lacerda em suas andanças mundo afora inspira, faz a gente questionar a rotina e sentir ânsia de liberdade! Pois é isso mesmo que o ator deseja.

Veja a galeria de fotos da carreira de Thiago Lacerda

De folga da telinha há um ano, Thiago voltou revigorado. “Parei um tempo a fim de pensar sobre meu trabalho. E o Bruno é resultado disso”, explicou. Depois de 12 anos de carreira, uma dezena de novelas, ele queria se reinventar. E conseguiu! A renovação na vida do galã agora se completa. Thiago e a mulher, Vanessa Lóes, que já são pais de Gael, de 2 anos e 4 meses, vão ter o segundo filho, uma menininha. Confira nosso delicioso bate-papo!

Você parece super à vontade na pele do Bruno!
E estou. Quando eu tinha 19 anos, precisei optar por estabelecer vínculos duráveis. Se a vida não tivesse sido como foi para mim, talvez eu tivesse seguido o caminho do Bruno. Gosto de pessoas que não têm receio de abrir as portas do mundo e seguir em frente.

Como define o papel?
Ele é um cara que não tem amarras que o prendam a lugar nenhum. Vive a vida da maneira que ela se apresenta. É um espírito leve, de luz, um cara moderno. Tenho me divertido com ele.

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Bruno é mulherengo, não?
Basicamente ele não estabelece compromisso. Não é inescrupuloso, mau-caráter, galinha… Ele vive o que tem de viver… Amanhã não sabe o que vai acontecer, mas deixa isso claro para as mulheres com quem se envolve, não tem cafajestagem. É uma moral que vai de encontro ao falso moralismo que temos no Brasil. Por que não posso ter duas namoradas, por exemplo? Eu, Thiago, posso optar por não ter, mas por que uma pessoa não pode pensar diferente? Ela tem que ser execrada por isso?

O personagem fez você repensar comportamentos?
Não, me fez repensar os padrões. Por que a gente os aceita sem questionar? O que é certo para mim pode não ser certo para você. Temos que respeitar as individualidades. Nos preocupamos demais com o que o cara está fazendo do lado e esquecemos da própria vida.

Como gosta de viver a vida?
Tenho uma maneira muito simples de viver. Acordo, tomo um bom café, levo meu filho à escola, namoro minha mulher, vejo um filme, ouço música. Não tenho helicóptero, jatinhos, ilha em Angra dos Reis (RJ), não salto de asa delta… Sou um cara absolutamente sem graça (risos).

Teve férias bem longas, não?
Fiquei um tempo longe da TV. Precisava descansar de tudo o que significa fazer televisão, coletivas de imprensa, publicidade. Até para eu me dar um tempo e compreender muitas outras coisas.

E deu para entender tudo?
Deu, sim. Eu queria tirar um ano sabático, mas não consegui. Depois de quatro meses comecei a trabalhar, fazer teatro. Montei o espetáculo Calígula e fiquei uma temporada em São Paulo.

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E como você voltou?
Tudo que vivenciamos serve como conhecimento, mas esse acúmulo de experiência só se solidifica quando você para e tem oportunidade de olhar para trás. Na velocidade, nem percebemos o que aprendemos. É importante parar e avaliar o que está legal, o que não se quer mais, o que interessa daqui pra frente. Foi um período para eu pensar o futuro, olhar para os próximos dez anos.

A que outras conclusões chegou?
Depois de mais de 10 anos de carreira, o que pretendo é fazer coisas que me desafiem. Quero provocar questionamento, reflexão, sorriso e lágrima. De alguma forma, o Bruno está aqui para falar como se pode levar a vida de um jeito inimaginável. A gente pensa que viver a vida é responsabilidade, compromisso, família. Bruno mostra que existe outra maneira de encarar a vida. A mim, interessa falar sobre isso.

E será que já fez planos para os próximos dez anos?
Não, mas consegui fôlego… Quando você tira um tempo longo para reflexão, projeta uma maneira mais consciente de fazer seu trabalho. O Calígula representou a vontade de seguir um caminho diferente. Foi o primeiro movimento desses próximos dez anos.

Essa é a primeira Helena negra do Manoel Carlos. O brasileiro está menos preconceituoso?
O Brasil tem uma história de preconceito de 500 anos. As conquistas de igualdade racial são duras, diárias e lentas. Ainda espero um país bem menos preconceituoso do que é hoje. A conquista de Taís Araújo é importantíssima nesse processo todo, que tende a evoluir cada vez mais.

Que exemplo de superação tocou mais você?
Engraçado, tenho casos próximos, mas a imagem que me vem à mente é a de uma mulher numa Olimpíada… Ela corria a reta final, tão cansada que os médicos a esperavam… E o estádio inteiro aplaudiu quando ela cruzou a faixa de chegada e caiu no chão (ele se refere à suíça Gabriele Andersen Scheiss, na Olimpíada de 1984, que completou a maratona feminina cambaleante, na 37a posição). É uma imagem de superação e determinação!

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