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O Canto da Sereia: Isis Valverde volta à telinha como uma cantora de axé

Rodeada de mistério e sensualidade, nova microssérie da Globo conta história de cantora de sucesso assassinada

Por Redação M de Mulher Atualizado em 16 jan 2020, 05h40 - Publicado em 7 jan 2013, 21h00

Isis Valverde vive cantora de axé em O Canto da Sereia
Foto: TV Globo/Divulgação

Depois do sucesso de Avenida Brasil, Isis Valverde está de volta. Já despida de Suelen, a atriz garante que vai emocionar o espectador na microssérie O Canto da Sereia, na qual é protagonista. Seu envolvimento é tão grande com a personagem, que bastam alguns momentinhos de conversa para perceber o “baianês” já naturalmente incorporado na fala da atriz. Além do sotaque, outros desafios rondaram Isis, sendo que o maior deles foi cantar.

“No início, fiquei bem tímida, não queria cantar! Dei aquela travada, mas depois foi de boa”, conta a mineira, que teve como inspiração a cantora Ivete Sangalo. Considerado por ela como um dos papéis mais difíceis de sua carreira, pela densidade dramatúrgica, a morena conta que dar vida a Sereia foi uma experiência única e inesquecível. “Como atriz, aprendi muito com ela. Descobri sentimentos e sensações novas”, diz.

Como foi construir a personagem?
Foi bem “ralante”! Ainda estava gravando Avenida Brasil quando comecei a preparação para a microssérie. Foram dois meses um pouco puxados, mas deu tudo certo. Também fiz aula de prosódia para falar baiano e aulas de canto.

Foi difícil aprender o sotaque?
Tenho facilidade com sotaque.

E o desempenho como cantora saiu como você esperava?
No início, fiquei bem tímida, não queria cantar! Dei aquela travada, mas depois foi de boa. Ou eu cantava ou cantava. Não tinha para onde correr. A ideia era ter emoção no trio. E, se fosse dublado, não passaria a mesma sensação de estar ali levantando a galera. Na hora em que eu estava ali, com o microfone na mão, a cantora veio que veio.

Como foi se ouvir cantar?
É muito estranho ouvir a sua voz! Mas tudo bem, a equipe é maravilhosa, estou segura, porque eles estão em volta. Mas, como sempre digo, sou uma “cantriz”. Não tenho a menor pretensão de ser cantora.

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Você se inspirou em alguma cantora de axé de verdade?
A Ivete (Sangalo) foi uma das pessoas que eu entrevistei e convivi um pouco.

Quais dicas pegou com ela?
É segredo! Mas fiquei estudando os movimentos dela em trio, vendo algumas outras cantoras também… Elas têm um estilo de segurar o microfone, de dançar e umas caras também. Prestei muita atenção nisso para ficar bem verdadeiro.

Este é um dos papéis mais difíceis de sua carreira?
Ele entra no time desses. A Sereia tem uma gama de cores que você enlouquece. Ela sai de uma emoção e vai para a outra completamente diferente. Como atriz, aprendi muito! Descobri sentimentos e sensações novas. É uma garota de 25 anos que tem a morte ao lado dela. Isso não é fácil e pode enlouquecer uma pessoa.

Ricardo Waddington (diretor de núcleo da microssérie) disse que a Sereia tinha que ser você. Isso mexe muito com a sua vaidade?
Não, me deixa feliz! O Ricardo é como se fosse um padrinho. Ele me conheceu com 17 anos, a primeira novela que fiz (Sinhá Moça, 2006) era dele. E o Zé (o diretor-geral José Luiz Villamarim) me conhece desde muito novinha. Fico feliz e honrada de eles terem visto o meu crescimento e me confiarem a protagonista.

Na trama, Sereia vai se relacionar com Mara (Camila Morgado). Terá cenas de beijo na boca?
Tem que assistir (risos)! Ela é livre sexualmente. Experimentou, gostou e foi (risos)! É uma história superavançada!

Assim como Sereia, você já se deslumbrou com a fama?
Eu tinha mãe, alicerce, chão e coisas para me segurar. Diferente dela. Eu tinha pessoas em volta que cuidavam de mim. Era subir um pouquinho e pimba! Levava na cabeça. Minha mãe sempre me colocou com o pé no chão. Por isso que eu lhe agradeço pela pessoa que sou hoje.

Considera-se a mesma pessoa que era antes do sucesso? Ou ele a afetou de alguma maneira?
Não. Perdi um pouco a minha ingenuidade. Antes, eu era muito boa com todo mundo, achava que todos me amavam. E o mundo, desculpe, não é assim. Hoje, eu sei onde estou pisado, o que Sereia não soube fazer.

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