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Natália do Vale: “Chica é agregadora, amiga, aquela que aconselha…Sou um pouco assim”

Natália do Vale, a Chica de Em Família, relembra a amizade com Lilian Lemmertz e ri dos elogios que fazem à sua beleza.

Por Redação M de Mulher - Atualizado em 15 jan 2020, 07h36 - Publicado em 15 mar 2014, 21h00

Aos 61 anos Natália mantém o frescor e a beleza
Foto: TV Globo/Divulgação

O tempo e a genética foram generosos com Natália do Vale. Aos 61 anos, a intérprete de Chica, matriarca do núcleo principal de Em Família, chama atenção pela beleza e frescor que exibe nas telas. Não sem motivo o nome dela esteve envolvido em uma polêmica sobre a escalação do elenco. Os telespectadores ficaram indignados e comentaram muito nas redes sociais que a atriz não deveria ter sido escolhida para o papel da mãe da protagonista (Julia Lemmertz), porque, na verdade, elas parecem irmãs. A atriz apenas ri dos elogios e costuma dizer que não se acha tudo isso que dizem sobre ela – apesar de ter sido eleita Miss Rio de Janeiro em 1969. “São 30 anos mentindo para o telespectador. Sou uma ficção”, diverte-se Natália, creditando a boa aparência ao talento dos maquiadores da emissora. Na trama, Chica está revendo os rumos da vida. Sua personagem, mãe de Helena (Julia), Clara (Giovanna Antonelli) e Felipe (Thiago Mendonça), aventura-se em um novo romance, depois de 20 anos de solidão. O relacionamento maduro com Ricardo (Herson Capri) realça a imagem de uma mulher em sua plenitude. “Vejo muita gente mais bem cuidada que eu. Mas me exercito, também sou muito alegre, faço piada de mim mesma. O segredo é mostrar o que tem de bom e esconder o que não tem”, explica Natália, que foi casada por duas vezes: com o diretor de novelas Paulo Ubiratan e com o executivo de multinacional Vasco Dias. Na entrevista a seguir, a atriz revela outros segredinhos sobre sua vida e carreira.
 
Você e Chica têm algo em comum?
Sempre faço umas mulheres malucas, né? Sou um tanto também. Por isso, gosto de levá-las um pouco para a maluquice (risos). Chica é agregadora, amiga, conciliadora, aquela que aconselha, aconchega, une e protege. Sou um pouco assim. E ela ainda é avó, primeira vez que faço esse papel, o que dá mesmo a sensação de ser o centro da família. Agradeço tanto ao Maneco por ter escrito essa personagem para mim. Ele nem sabe as muitas coincidências com a minha vida pessoal que venho encontrando ao longo do texto.
 
Na novela, a personagem é uma grande mãe de família e você, na vida real, não teve filhos. Foi escolha ou teve um motivo especial?
Não programei minha vida, as coisas foram acontecendo… Não foi uma opção, mas as circunstâncias. Sempre trabalhei muito, fiquei focada na minha carreira, que é muito difícil. Acho que tudo tem um tempo para acontecer. E aí passou o tempo… E foi, não tive! No começo de Em Família, estava até com medo da responsabilidade de ter uma família tão interessante e bonita. Maneco me deu filhos maravilhosos nessa novela! E eu, que não tive a competência para formar uma família na vida, tenho que juntar tudo o que puder de talento e vocação que não foi exercida na vida para ser mãe e avó dessas pessoas extraordinárias.
 
E uma dessas filhas é a Julia Lemmertz. Era um desejo seu contracenar com ela?
Por questões emocionais, a parte mais comovente para mim é fazer a mãe da Julia. A Lilian Lemmertz fez a minha mãe em Final Feliz (1982) e nós já havíamos trabalhado juntas em Baila Comigo (1981). Ficamos muito próximas, muito amigas. Ela me ensinou muito do que sei hoje sobre como lidar, trabalhar e passar a emoção. Lá no fundo do meu coração, sempre que via a Julinha, achava que um dia faria a mãe dela. E o engraçado é que fiz mesmo! Estou fazendo, né?
 
A atuação da Lilian Lemmertz está sendo muito lembrada, justamente por ela ter sido a primeira Helena e a filha dela estar fazendo a última. E quanto a você, pensa na sua amiga nas gravações?
Toda vez que vou fazer uma cena mais emocionada, penso na Lilian. Eu que nem sou mãe, fico torcendo e pedindo a ela e aos deuses dos atores que me ajudem a ser para a Julia o que Lilian foi para mim. Ela era uma atriz incrível. Além de ficarmos amigas, eu tinha uma admiração muito grande por ela. Se conseguir fazer um pouquinho daquilo que a vi fazer comigo em cena, vou estar feliz.
Natália do Vale: "Chica é agregadora, amiga, aquela que aconselha...Sou um pouco assim"

Em Final Feliz, a atriz interpretou a filha de Lilian, de quem se tornou grande amiga
Foto: TV Globo/Divulgação

 
Você e Julia são do signo de Peixes. Já encontraram similaridades em cena?
Eu e Julinha temos, pelo menos, uma coisa em comum: somos muito choronas! A gente chora muito durante as gravações, às vezes até perco a palavra na hora da cena, porque me emociono de verdade. Antes de começarmos as gravações, a Julia me veio com um presente lindo, em segredo. Era uma pulseira que pertenceu a Lilian. Fiquei muito emocionada e resolvi colocá-la no visual de Chica, assim ela está comigo em todas as cenas.

Natália do Vale: "Chica é agregadora, amiga, aquela que aconselha...Sou um pouco assim"

Hoje, para a veterana, ser mãe de Júlia na ficção é motivo de orgulho e garantia de muita emoção em cena
Foto: TV Globo/Divulgação

E por falar em pulseira, sua imagem é sempre associada a de uma mulher bonita, arrumada. Você se considera uma mulher vaidosa?
Minha mãe não era muito vaidosa, também não sou muito. A minha preocupação é com a saúde. Tenho medo de perdê-la e também a sanidade. Há 30 anos faço ginástica, mas não sou obsessiva com cremes. O segredo é mostrar o que tem de bom e esconder o que não tem. Tenho um tipo de alimentação bacana. Sou alegre na vida, estou sempre brincando, faço piada comigo mesma, herdei do meu pai. Não tem muita fórmula, até gostaria de ter.
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