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Marcos Palmeira: “Já bati uma laje, adoro samba, pagode e churrasco”

Sucesso em "Cheias de Charme", Marcos Palmeira diz que nunca deixaria de trabalhar para ser sustentado por uma mulher e que se parece muito com Sandro, seu personagem na novela

Por Redação M de Mulher Atualizado em 16 jan 2020, 13h12 - Publicado em 4 jun 2012, 21h00

Marcos Palmeira acredita que Sandro representa o típico brasileiro
Foto: AgNews

Totalmente despido do posto de galã, Marcos Palmeira está se divertindo como pode na pele do preguiçoso Sandro, de “Cheias de Charme“. De bigode e um inseparável chapéu, o ator está orgulhoso em representar a classe popular. Fã de churrasco e pagode, Marcos só se distancia do personagem quando o assunto é a malandragem do pedreiro.

Batalhador, ele acha difícil que um dia pare de trabalhar para viver à custa de uma mulher. Seduzido pelo convite da diretora Denise Saraceni, o bonitão só fez uma ressalva ao receber a sinopse de Sandro: o time! Torcedor do Vasco da Gama, Palmeira questionou a direção se o pedreiro poderia ser vascaíno, em vez de flamenguista, como estava no perfil.

Como você vê o Sandro?
Ele é um marido que usa o charme em benefício próprio. Explora o lado trabalhador da mulher para ficar em casa, curtindo um pagodinho e fazendo churrasquinho com os amigos. É injusto com a Penha (Taís Araújo), mas eu não estou aqui para julgá-lo.

E a parceria com a Taís?
Essa relação com a Taís está sendo muito legal. A gente nunca tinha trabalhado juntos e acho que batemos um bolão. O casal tem essa coisa bem brasileira, carioca, popular, que é ótimo.

Seu personagem tem um forte apelo popular, como você analisa isso?
É o momento que a gente está vivendo. A classe C vem tendo mais acesso a algumas coisas e, por isso, está se manifestando mais culturalmente, seja na música ou nas artes plásticas. Acho muito bacana e pertinente. Fico feliz por fazer parte desse núcleo, de morar na favela e ter essa pegada mais popular. A novela tem tudo para emplacar neste sentido, de esquecer um pouco a burguesia e mostrar-se mais popular. É a cara do Brasil.

O bigode foi ideia sua?
Foi uma criação da direção e minha. Achamos que o bigodinho traria um lado mais malandro, além de dar ao Sandro uma cara bem diferente da minha.  

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Inspirou-se em alguém?
Tirei alguma coisa do Azambuja (um dos personagens do tio, Chico Anysio), que é aquele malandro que sempre se dá bem.

O personagem seria flamenguista. Você, como vascaíno, fez com que os autores mudassem o time do Sandro?
Na novela das 9 já tem um flamenguista. Se tivesse alguma necessidade dramática de ele ser flamenguista, eu não teria nenhum problema. Mas, como não tinha, para mim é melhor trabalhar como vascaíno. Agora, se fosse interpretar um rubro-negro, poderia fazer um mau-caráter (risos). Falei brincando e eles disseram que o clube não tinha a menor importância. Que bom!

Além do time, o que ele tem de você?
Tudo! Meu corpo e minha alma, mas eu não sou um cara encostado. Em relação a caráter e personalidade, não temos nada a ver. Mas tem muita coisa minha no Sandro, assim como teve em outros personagens, até os mais loucos que já interpretei.

O que, por exemplo?
Já bati uma laje, adoro roda de samba, pagode e churrasco. Inclusive, sou muito bom churrasqueiro, pode acreditar (risos).

O que acha desses homens que vivem à custa das mulheres?  
Não acho nada. Sandro é um típico brasileiro. Um cara charmoso que a mulher não consegue largar, porque tem momentos em que ele dá conta do recado. É um bom pai, mas é um pedreiro que não emplaca serviço nenhum. Pela mulher ser uma batalhadora, ele se beneficia da situação.

Se tivesse a oportunidade, teria algum problema em ser sustentado por uma mulher?
Não, se eu casasse com uma mulher que ganhasse muito mais do que eu… Essas coisas são muito relativas. Mas, deixar de trabalhar para a mulher ficar bancando a minha vida, não seria uma coisa legal. Agora, se ela tem uma situação muito melhor do que a minha, poderia ser… Só que, no caso do Sandro, ele não se esforça para fazer absolutamente nada.

O que o seduziu para esse trabalho?
Fazer parte desse núcleo, falar dessas novidades e ser a expressão de uma cultura popular. Além de trabalhar com a Denise. São cerca de dez meses gravando… É preciso existir um prazer muito grande de fazer, e a gente está conseguindo ter.

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