Gisele Bündchen abre o jogo sobre ataques de pânico e pensamentos suicidas

"Seu mundo se torna menor e menor, e você não consegue respirar, é o pior sentimento que já tive", revelou a modelo.

Não é apenas nas passarelas que Gisele Bündchen marca presença. A modelo está prestes a lançar um livro, sua biografia intitulada “Aprendizados: Minha caminhada para uma vida com mais significado” e, em uma entrevista recente para a revista People, ela contou sobre ataques de pânico e pensamentos suicidas sofridos por ela ao longo da vida e descritos na obra, que chega ao Brasil a partir do dia 15 de outubro. 

Capa do livro da modelo Gisele Bündchen

“Senti que talvez fosse hora de compartilhar algumas das minhas vulnerabilidades, e me fez perceber que eu nunca mudaria tudo que tinha vivido, porque acho que sou quem sou por conta dessas experiências”, explicou sobre a exposição dos problemas no livro. 

Com uma carreira sólida desde muito cedo, Gisele contou que a aceitação no mundo da moda muito rápido fez com que um sentimento difícil e ruim surgisse: o da ansiedade. 

Diferente do que as pessoas podem pensar, essa sensação que a modelo tinha não é aquela gostosa antes de você ver a pessoa que gosta ou algo do gênero. Mas a ansiedade como patologia, que a levou a ter ataques de pânico.

O primeiro foi dentro de um voo turbulento. Isso fez com que ambientes fechados, como túneis e elevadores, se tornassem grandes desafios diários para ela.

Além disso, a modelo também revelou que a auto cobrança fez o processo em busca de tratamento ser ainda mais difícil.

“[…] Sempre me considerei uma pessoa positiva, então eu ficava me criticando muito. ‘Por que estava sentindo isso?’. Sentia que não tinha autorização de me sentir mal. Mas me senti sem forças. Seu mundo se torna menor e menor, e você não consegue respirar, é o pior sentimento que já tive”, afirmou. 

O desespero de que aquela sensação sufocante jamais passará e que não há uma solução concreta para isso fez com que Bündchen tivesse pensamentos suicidas.

“Eu tive o sentimento de: se eu pular do meu telhado vai acabar, e eu nunca mais terei que me preocupar com esse sentimento do meu mundo se fechando”, explicou.

Dada as circunstâncias, Gisele buscou por ajuda médica e foi medicada com um remédio específico para distúrbio de ansiedade, o que também não foi fácil de aceitar.

“A sensação de ficar dependente de algo para mim era ainda pior, porque era como se fosse ‘E se eu perder essa pílula? E aí? Vou morrer?’ A única coisa que eu sabia era que precisava de ajuda”, contou. 

Além disso, a modelo também precisou cortar cigarros e bebidas alcoólicas de sua rotina, como os médicos pediram, pois isso poderia piorar o caso.

*Caso você esteja passando por algo parecido, disque 188 ou entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV) por e-mail ou chat.