Claire Danes diz que não se arrepende de ter recusado fazer Titanic

Atriz não quis repetir a dobradinha com DiCaprio depois de Romeu+Julieta

Já se passaram 23 anos que o maior fenômeno dos últimos tempos no cinema entrou em cartaz. Titanic, o filme que por 12 anos se manteve como a maior bilheteria de todos os tempos, que foi  a primeira produção a ficar mais de 3 meses consecutivos em primeiro lugar, além de fazer mais de um bilhão de dólares ao redor do mundo, coleciona superlativos. E histórias.

Kate Winslet já tinha uma indicação para o Oscar quando aceitou fazer o papel que fez dela uma estrela mundial. Porém, muitas atrizes gostam de mencionar que ‘abriram mão do papel’ que poderia ter mudado a carreira delas também. A mais famosa a comentar que recusou o papel é Gwyneth Paltrow, que chegou a fazer testes mas não quis fazer Rose por achar que ela não era o melhor perfil. Essa semana, outra atriz fez um comentário semelhante. Claire Danes, estrela de Homeland, contou que foi convidada para fazer o filme e repetir a dobradinha com DiCaprio, depois que os dois fizeram sucesso em Romeu+Julieta, um ano antes do lançamento de Titanic.

“Eu tinha acabado de fazer um romance épico com Leo [gravado] na Cidade do México e era onde iam gravar Titanic, e eu simplesmente não tive vontade. E me lembro que eu e Leo tínhamos o mesmo empresário e estávamos no escritório dele. Eu estava em um balcão, o que é engraçado [por causa e Romeu e Julieta] e Leo estava em seu conversível vermelho, dando voltas no estacionamento. Eu sabia que ele estava lutando com a decisão de fazer o filme”, a atriz contou em um podcast nos Estados Unidos essa semana. “Ele olhou para mim e disse ‘Vou fazer. Eu vou fazer’ e eu vi que ele não tinha certeza mas que estava tipo, ‘que se dane, tenho que fazer esse negócio’ e eu olhei para ele [e pensei] ‘sei exatamente porque está aceitando. ‘=Eu não estou pronta para isso'”, ela relembrou.

Danes diz que não se arrepende nem um pouco de ter aberto mão do papel que também mudaria a vida dela.  As más línguas poderiam dizer que o fato dos dois terem rompido o namoro durante as filmagens de Romeu+Julieta poderia ter pesado na decisão, mas tanto DiCaprio quanto Danes nunca assumiram publicamente o romance. Danes, que é uma atriz premiada e reclusa, era uma estrela na TV com a série cult My So Called Life (que lançou a carreira de Jared Leto também), abandonou a série quando ela explodiu. “Eu me lembro na premiere de O Homem da Máscara de Ferro [um ano depois de Titanic] e quando ele [DiCaprio] entrou na sala era como se o chão tivesse convergido para ele. Todo mundo naquela sala foi na direção dele. Foi um pouco assustador. Eu acho que eu percebi que seria assim e eu simplesmente não conseguiria”, ela justificou.

Como se diz, ela recusou o papel, Kate Winslet aceitou o desafio e o resto é História (do cinema)…

‘A CONTROVÉRSIA DA PORTA’ SEGUE VIVA E PERSEGUE DICAPRIO (VEJA O QUE ELE DISSE)

A vida de Leonardo Dicaprio, que já era famoso e requisitado, se transformou e nunca mais foi a mesma. E, há 23 anos, uma mesma questão segue sem reposta: por que Rose não deixou Jack boiar com ela na porta-bote enquanto os dois esperavam ajuda? A consequência, todas sabemos (e choramos), foi a morte dele por hipotermia. Ninguém se conforma até hoje.

Depois que Brad Pitt fez piada com o fato no discurso de agradecimento no Globo de Ouro, dizendo “eu dividira um bote com você”, a polêmica retomou o fôlego. Claramente DiCaprio passa pelo questionamento com frequência. Pitt e Margot Kiddie pressionam o ator também em uma entrevista no ano passado para divulgar Era Uma Vez em Hollywood.

“Sem comentários”, diz DiCaprio segurando o riso.

“Você não falou com o diretor na época para pelo menos colocarem uma porta menor?”, provocou Kiddie. “Ah, dava para dar uma apertadinha, não dava?”, sussurra Pitt. “Como falei: sem comentários”, ri DiCaprio. Reveja o vídeo:

A JUSTIFICATIVA DO DIRETOR:  “A RESPOSTA É SIMPLES”

DiCaprio não está sozinho no paredão por causa da controvérsia da porta-bote. Se há uma unanimidade é a de que ele foi a principal vítima!

“A resposta é simples porque está na página 147 do roteiro que Jack morre. Muito simples…”, explicou James Cameron à Vanity Fair. “Claro que foi uma decisão artística, mas a porta era grande o suficiente para segurar a ela e não para ele… Acho que é uma bobeira, de verdade, discutir isso 20 anos depois, mas só demonstra o quanto foi eficiente em fazer o público gostar de Jack e quanto magoa as pessoas tê-lo visto morrer. Se ele tivesse sobrevivido o fim da história teria perdido o sentido…”, ele continuou.

“O filme [Titanic] é sobre morte e separação, ele tinha que morrer. Então se era isso [não caber na porta] ou uma chaminé caindo em cima dele, ele ia morrer. É chamado de Arte, as coisas acontecem por uma questão artística, não por razões da física”, o diretor encerrou a discussão.

Ou quase.

“Eu estava na água por dois dias colocando as pessoas em cima [da porta flutuante] para ter exatamente a certeza que a porta sustentaria uma pessoa que estivesse completamente em cima dela, o que significa que ela não estava imersa de forma alguma em um ângulo de 28 graus dentro da água e que ela [Rose] poderia sobreviver as 3 horas que levaram para o navio de resgate chegar. [Jack] não sabia que ela seria salva uma hora depois por um barco salva-vidas, ele já estava morto de qualquer forma. E nós estávamos muito, muito focados em ser precisos para mostrar o que viram no filme porque eu acreditava na época, e ainda acredito, que era a única opção para uma pessoa sobreviver”, explicou Cameron.

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