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Anitta revela detalhes da depressão que teve após lançar ‘Vai, Malandra’

Em uma entrevista ao programa Bem Estar, Anitta explicou quais motivos levaram ela a desenvolver depressão pela segunda vez.

Por Alice Arnoldi Atualizado em 16 jan 2020, 05h04 - Publicado em 23 nov 2018, 17h02

Nesta sexta-feira (23), Anitta participou do programa “Bem Estar”, da Rede Globo, e falou sobre um assunto delicado que precisa ser discutido: depressão. Ela explicou o porquê de ter voltado a desenvolver o problema justo no auge de sua carreira: no lançamento de “Vai, Malandra”.

Para quem está acostumado a ver a cantora sempre nos holofotes, com um sorriso no rosto, pode não conseguir entender como que ela luta contra esse transtornos psicológico. Mas a famosa explicou que, ainda que o sucesso seja bom, ele também pode ter o seu lado negativo.

“Tive a primeira vez depressão quando eu tinha – bem no início da carreira – uns 18 anos. E sempre que eu ficava muito mal, eu achava que tinha um motivo. ‘Ah, é porque o povo está falando mal de mim’, ‘ah, é porque não sei o que deu errado’, ‘ah, é porque não sei o que lá’ e sempre com essa ansiedade. Até que quando veio “Vai, Malandra”, que tudo deu muito certo e não tinha nada para reclamar e eu ainda não estava feliz, aí acendeu a minha luzinha”.

Mesmo com a rotina agitada, Anitta viveu alguns dos duros sintomas da depressão. Ela não conseguia levantar da cama, tinha dificuldades para sair de casa e até mesmo para atender os fãs no camarim.

A cantora precisou fazer uma pausa no ritmo acelerado de shows para cuidar de si. Esse processo incluiu pedir ajuda a profissionais e começar a tomar antidepressivos.

“Consegui encontrar um remédio que não me dá nenhum efeito colateral e que está super funcionando para mim. Tirei um pouco de trabalho, fui cancelando alguns compromissos enquanto dava, para poder ter um tempo para mim, viajar, descansar”, contou.

O efeito nocivo da competitividade atrelada à fama também foi um dos pontos abordados por Anitta na entrevista. “O estímulo dessa competitividade faz a gente ficar com muita pressão na nossa cabeça. A gente mesmo vai entrando num ciclo vicioso, que vai criando esse nosso buraco e quando a gente vê, a gente já está lá”, desabafou.

Além disso, ela contou que a frustração com o seu físico fez com que ela se sentisse ainda mais deprimida.

“Um dos motivos de eu ter entrado em um deprê total é que eu nunca estava feliz com o meu corpo. Eu ficava ótima: barriga chapada, tudo incrível. Só que a celulite estava lá. Virava uma coisa muito frustrante para mim de eu ficar lutando contra elas e elas não saiam do meu corpo nunca. Até que um dia eu falei chega, vou mostrar. Tenho celulite, está tudo bem. Gostou, gostou. Não gostou, não gostou. Está tudo bem. Hoje eu ando com elas e não estou nem aí. Se alguém falar, falo que está tudo bem. Tenho várias outras coisas que compensam. Está tudo maravilhoso”, afirmou.

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