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Adriana Esteves: ‘Ciúme todo mundo tem um pouco. Já fui bem mais ciumenta!’

Estrela de 'Felizes para Sempre?', ela fala do marido, Vladimir Brichta, da personagem e de sua próxima vilã em Babilônia

Por Raquel Borges - Atualizado em 14 jan 2020, 23h05 - Publicado em 10 jan 2015, 08h00

Talentosa que só, Adriana Esteves entrará 2015 brilhando, mais uma vez, na telinha. Ela viverá a médica Tânia em Felizes para Sempre?, série em dez capítulos que estreará em 26 de janeiro, na Globo. As gravações aconteceram em São Paulo (SP) e em Brasília (DF), em julho. Mas Adriana segue a mil de novo, desta vez envolvida com as tomadas da novela Babilônia, que substituirá Império a partir de 16 de março.

Na próxima trama global das 21h, a atriz interpretará a vilã Inês. Há poucos dias, ela voltou de Dubai, nos Emirados Árabes, onde gravou algumas sequências. Mas, sobre sua nova malvada, que promete causar tanto quanto a terrível Carminha, de Avenida Brasil (2012), a estrela não conta nada por enquanto. “Hoje não posso falar de Babilônia, senão rola ciumeira!”, disparou a artista, brincando, durante a coletiva de imprensa de Felizes para Sempre?, em São Paulo, na terça, 16.

Na série, sua personagem, Tânia, é casada com Hugo (João Miguel), e tem um filho, Junior (Matheus Fagundes).Ao contrário do marido, ela não deseja outros herdeiros. E o clima entre os dois ficará tenso, quando ele descobrir que é estéril e não pode ser o pai verdadeiro de Junior. Assinada por Euclydes Marinho, a trama é uma releitura da minissérie Quem Ama Não Mata (1982) e narra a vida de cinco casais diante de um assassinato. Traição e ciúme também são muito retratados.

A seguir, Adriana conta tudo sobre a história e, de quebra, fala de sua vida ao lado do maridão, Vladimir Brichta, dos filhos e também do drama enfrentado por seu ex Marco Ricca, cujo irmão, Giuliano Ricca, está desaparecido!

Conta um pouco da Tânia pra gente?
Ela é uma médica, cirurgiã plástica, bastante dedicada ao trabalho. E solitária, pois o casamento não vai nada bem.

Mas ela é desonesta com o marido, pois acaba tomando anticoncepcional, mesmo tendo combinado de ter outro filho com ele, não?
A questão ali não é de desonestidade. Talvez possa ser a de uma relação não transparente, ou de uma fase em que eles estão se distanciando. A mulher tem o direito de cuidar da vida dela, do corpo dela… Aí, no caso, isso parece uma traição porque, supostamente, eles combinaram que poderiam ter outro filho.

Pelo que foi mostrado aqui na apresentação da trama, fica claro que ela já não ama o marido. Então, o que a faz manter o casamento, já que não depende financeiramente dele?
Acho que tantas coisas podem fazer a gente manter um casamento… E dizer que o amor não existe mais ou acabou é relativo. Quantos casamentos a gente conhece em que aparentemente a pessoa não ama, mas é amada? Então, Tânia escolheu ficar ao lado de alguém que a ama.

TV Globo/Divulgação
TV Globo/Divulgação

O que mais a atraiu na série?
Em primeiro lugar, foi o convite para trabalhar com Fernando Meirelles e Euclydes Marinho. É a primeira vez com os dois. Tenho uma admiração muito grande por ambos. Em segundo lugar, foi saber que a trama era inspirada em Quem Ama Não Mata. Eu era muito pequena quando passou na TV, mas ficou na minha cabeça o impacto que causou na época. Eu não fazia novela havia dois anos, e me interessei em voltar à TV em um projeto menor, muito cuidado, diferente, com locações fora do meu Rio.

E sem tanta cobrança como há em novela, não?
Não, com essa questão da cobrança não me preocupo muito. A gente já tem tanta cobrança com a gente mesma… Eu carrego a minha para onde eu vou (risos)! Mas é um trabalho diferente, instigante.

Na série, os cinco casais estão em crise… Não é barra?
Você acha que as pessoas não querem ver uma história de crise? A arte tem muito essa função de provocar, fazer você botar para fora alguma coisa que está sentindo, de refletir. Então, será que as pessoas não têm vontade de olhar a crise de algum casal e refletir sobre a sua própria? Acredito que sim!

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A Carminha, de Avenida Brasil, ainda está muito forte na lembrança do público. A Tânia também vai causar um impacto grande?
A Carminha foi algo realmente sen-sa-cio-nal! Mas nem ela eu fiz para causar impacto, esse nunca é meu objetivo principal. Estou ansiosa para que Felizes para Sempre? vá ao ar. É mais um trabalho que me engrandece.

Felizes para Sempre?… O ponto de interrogação é inquietante para você?
O que é “para sempre”? Para mim é o hoje, o agora, estou para sempre conversando com você (risos)… O meu “para sempre” é assim!

A personagem é cirurgiã plástica. Você, Adriana, tem vontade de fazer alguma correção estética? Já fez?
Não acredito que as pessoas tenham vontade de fazer cirurgia plástica… Mas algumas vão se sentir mais felizes com esse processo. Os meus incômodos estéticos até hoje não me fizeram pensar em plástica… Mentira! Fiz, sim (risos)! Era uma criancinha com orelhas de abano e foi uma das coisas mais legais que aconteceram na minha vida. Depois da operação, quando fiz rabo de cavalo pela primeira vez, me senti realizada, meu amor!

Na série, Tânia cuida bastante da forma física, e você?
Sou adepta da corrida… Acho que é um hábito. Da mesma forma que estudei a vida inteira, faço exercícios físicos desde sempre. Quando pequena, era o balé clássico, depois ginástica, corrida e agora estou com a ginástica funcional três vezes por semana. Além disso, corro, ando de bicicleta, caminho… Estou sempre me exercitando.

O casamento com o Vladimir parece perfeito. Qual é o segredo para contornar o ciúme?
Não sei receitinha de bolo para romance! Ciúme todo mundo tem um pouco. Já fui bem mais ciumenta! E isso está ligado a certa insegurança. Quando a gente vai ficando mais velho e tendo uma autoestima melhor, as coisas ficam mais definidas. Percebemos que não dependemos tanto do outro.

Claudio Andrade
Claudio Andrade

Seu marido é um gato, assim como você…
Um gato deslumbrante (risos)! Mas não é o fato de o outro ser gato ou gata que causa o ciúme, e sim o medo de perder o que você tem. E dá pra trabalhar esse medo, se você é casada com alguém que pensa da mesma forma. Ele me deixa tranquila.

O amor é…
O amor é capaz de transformar tudo! É uma das coisas mais poderosas que a gente tem na vida!

Vocês têm três filhos… Chegaram a pensar em aumentar a família?
Adoramos nossos filhos! Pensamos em ter outros, mas não aconteceu. Aí, fechamos a fábrica. Temos o Vicente, de 8 anos, o Felipe, de 14 (da união de Adriana com Marco Ricca), e a Agnes, de 17 (do primeiro casamento de Vladimir). E minha primeira norinha, que namora o Felipe, outro gato, né?! Aprendemos a ser pais de bebê, de adolescente, de jovem…

Tem notícias do seu ex- cunhado Giuliano Ricca, que desapareceu há dois meses?
Essa situação é muito delicada. Nossas famílias são íntimas e todos estão sofrendo muito. Giuliano é uma pessoa maravilhosa, um homem ímpar. Realmente, é uma dor profunda. O Marco está sendo forte, seguindo a vida, trabalhando, cuidando do filho e da mãe. E tem o Domingos, o irmão mais velho, que vem sendo um grande pai para a família toda. Então a palavra agora é esperança!

Como foi sua viagem a Dubai? O que pode adiantar de Babilônia?
Foi um baratoooo. Mas isso já é outro assunto. No mês que vem, vou falar muuuuito sobre Babilônia, aguardem!

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