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Entre a cautela e o risco

Entenda porque é importante sempre ter uma reserva de dinheiro para seu futuro e carreira

Por Paola Carvalho, com oferecimento de BTG Pactual Atualizado em 13 jun 2022, 18h59 - Publicado em 10 jun 2022, 08h32

Se a vida é feita de escolhas, também podemos dizer que é, ao mesmo tempo, feita de ganhos e perdas. Ao escolher um caminho, deixa-se outro para trás. Essa é uma questão que parece conceitual demais, portanto aos fatos: para investir e ter parte de seu dinheiro trabalhando a seu favor, ou mesmo na jornada para a sonhada autonomia financeira, é preciso definir entre liberdade ou segurança. Pode ser que nem mesmo as sessões de terapia te tragam uma resposta tão contundente, mas você precisa ter ela em mente antes do vencimento dos boletos. Sendo o risco sempre inevitável, como viver o hoje?

Segurança financeira é gastar menos do se que ganha e ter uma reserva de dinheiro que permita quitar as despesas atuais por um período de tempo estipulado por você. A ideia é preservar um valor que cubra o prazo com tranquilidade. Essa reserva é importante para casos de demissão ou transição de carreira, por exemplo. E, por ser um recurso que pode ser necessário a qualquer momento, vale ficar de olho em opções de investimento com boa liquidez, ou seja, disponíveis para resgate a qualquer momento.

Já a liberdade financeira é quando se chega a um patamar de renda capaz de atender todas as suas despesas, sem depender de ninguém. É ter a reserva de emergência e, ainda, destinar uma fatia para investimento. Dessa forma, você pode mirar em planos de médio ou longo prazos e acumular dinheiro. As decisões sobre o seu capital estão nas suas mãos. Neste caso, vale a máxima “diversifique seus investimentos, não deixe todos os ovos na mesma cesta”.

Mais do que pagar contas e investir, ter segurança ou liberdade é ter o poder e a paz de escolher o bem-estar sem que o dinheiro seja uma preocupação

Só não confunda liberdade financeira com independência financeira, esta, sim, quando se pode fazer escolhas sem se preocupar com dinheiro. Se você não depende de salário ou de rendimento mensal para pagar as contas do mês, tem a possibilidade de escolher um trabalho, ou mesmo não trabalhar, considere o carimbo “livre” no passaporte para o reino dos cifrões. É raro e privilégio, especialmente no Brasil, ter patrimônio e renda passiva muito superiores ao que se necessita. Essa é hora não só de diversificar, como de arriscar.

Há correntes de pensamentos que trazem explicações diferentes, mas todas apontam para um mesmo sentido: o futuro pode ser mais confortável a partir do diagnóstico das suas finanças e de um plano bem estruturado. E, para mim, vai além. Mais do que ser capaz de pagar as contas e investir, ter segurança ou liberdade é ter o poder e a paz de escolher o bem-estar e a felicidade sem que o dinheiro se torne uma preocupação. É descortinar a fumaça que paira sobre o extrato bancário e os sonhos futuros.

Quanto mais segurança buscamos, menos flexibilidade temos para experimentar o novo. Quanto mais liberdade desejamos, mais riscos poderemos correr. Mesmo encarando, por exemplo, a estatística do IBGE de que uma em cinco empresas fecha as portas em menos de um ano em operação, brasileiras querem ser cada vez mais livres. Para 40% delas, liberdade financeira é a principal força de encorajamento para empreender, de acordo com levantamento da Serasa Experian, feito no primeiro bimestre deste ano.

O estudo revelou ainda que 57% das empreendedoras têm renda totalmente proveniente do próprio negócio.

Se abrir um CNPJ está em um extremo, a estabilidade da renda fixa estaria em outro. Em meio ao ciclo de aperto monetário que levou a taxa básica de juros (Selic) de volta aos dois dígitos (12,75%), os volumes em custódia alcançaram a marca de R$ 1.182 trilhão no primeiro trimestre, um aumento de 38% ante o mesmo período do ano passado, conforme mapeamento feito pela B3. O número de pessoas físicas com produtos nesse segmento considerado mais seguro subiu 17% no intervalo.

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São muitas as transformações que nessa era acontecem em intervalos de tempo cada vez menores, derrubando os planejamentos até mesmo de curto prazo. Portanto, é fundamental ter resiliência na gestão das finanças, ora pesará cautela, ora a oportunidade de arriscar. As vozes antagonistas sobre liberdade e segurança estarão sempre à mente, mas devem ser levadas ainda mais a sério num momento em que o país enfrenta encruzilhada com crise econômica e mudanças na política.

Opções para investir a sua reserva financeira

1. Tesouro selic

2. CDBs de liquidez diária

3. fundos de renda fixa conservadores (lci, lca e até títulos de tesouro direto)

4. contas digitais ou carteiras remuneradas

Fique atenta!

O valor deve ser correspondente de 3 a 12 meses de suas despesas mensais; Busque um produto seguro, com alta liquidez e rentabilidade diária, e que ainda tenha baixa volatilidade; e Distribua o valor total em ativos diferentes.

Paola colunista de CLAUDIA
|Ilustração: Luíza Paternez/CLAUDIA

*Eu sou Paola Carvalho, jornalista que cobre economia desde 2004, especializada em consultoria de investimentos financeiros e vencedora de prêmios de jornalismo por instituições do mercado financeiro.

Mais do que isso, que enquanto criança preferia brincar de banco em vez de Barbie, que fez um plano de previdência privada aos 18 anos e pagou o casamento com rendimentos de suas ações na bolsa de valores.

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