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Perdi 33 kg com a dieta do lanche feliz

Uma vez por semana me dou o direito de comer um x-salada! Ainda assim, meu manequim foi do 48 para o 42... Hum, que delícia!

Por Redação M de Mulher - Atualizado em 21 jan 2020, 08h14 - Publicado em 20 Maio 2009, 21h00

Meu rosto afinou tanto que meus amigos 
brincam comigo: ”Cadê a Gizele?”. Eu 
estou aqui, bem mais magra e feliz
Fotos: Sheila Oliveira e Pedro Rubens

Lembro direitinho daquele dia. Que horror… Foi em setembro do ano passado, um pouco antes de eu completar 31 anos. Estava passando aspirador de pó embaixo da cama quando achei algo que havia escondido fazia um tempo: a balança. 

Ela estava toda empoeirada, mas mesmo assim decidi subir. Lembro de na hora ter pensado: ”Melhor chutar um peso bem alto pra não me decepcionar. Devo estar com 95 quilos”. Quando o ponteiro passou dos 100 e bateu 109,5 quilos, desci, assustada.

Respirei fundo. ”Deve ter dado algum erro.” Subi novamente, só pra me certificar. E a balança não teve pena de mim: cento e nove quilos e meio. Fiquei chocada! Nunca imaginei que pudesse chegar a tanto, mesmo com a alimentação toda errada.

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Achei que seria gorda pra sempre

Tive problemas com a balança desde cedo. Sou descendente de alemães e cresci acostumada a pratos fartos e gordurosos. Até experimentei algumas dietas, mas minha determinação sempre era vencida pelo apetite. A coisa desandou em 2007, quando aconteceram muitas mudanças na minha vida. Perdi a minha mãe, e eu e meu marido mudamos de casa. No fim das contas, todas essas adaptações viraram minha vida de cabeça pra baixo.

A essa altura, as roupas da moda já não entravam em mim. Eu só usava legging e bata pra esconder o meu corpo redondo. Comecei a achar que meu caso não teria mais solução e que eu seria gorda pra sempre.

Fiz um banquete antes da dieta

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Foi depois desse terrível reencontro com a balança velha de guerra que fiz uma promessa: no dia seguinte ao meu aniversário de 31 anos eu seria uma nova mulher – mais magra, bonita e feliz. Mas, como ainda tinha uns dias até a data prevista para o início da dieta, resolvi que teria uma semana de despedida para comer tudo o que eu quisesse. Eu merecia me deliciar com meus alimentos prediletos por uma última vez, né? Sim, eu decidi que eu merecia. 

Semana da despedida 

Para comemorar meus 31 anos, meu marido organizou um churrasco. A foto ao lado, com a torta de limão, foi tirada lá. À tarde, ainda fomos a uma sorveteria. Pra finalizar, à noite devorei um cachorro-quente completíssimo. Só de gula. Afi nal, no outro dia nada disso seria permitido. Durante os seis meses seguintes, não fraquejei. É preciso estar decidido mesmo pra mudar tão radicalmente o estilo de vida.

A escapadela

Não é fácil. Precisei inventar umas regras pra facilitar a minha luta diária. Decidi que uma vez por semana eu poderia dar uma escapadela. Afinal, meu esforço precisava ser recompensado. Meu presente seria um x-salada sem maionese e um copo de refrigerante com zero caloria. Melhor fazer assim do que cometer deslizes frequentes. Já a vontade de comer doces na hora da sobremesa eu driblo de dois jeitos. Um é colocar uma banana com canela em pó no micro-ondas. Fica um doce delicioso.

Outro truque é ter sempre dois sabores de gelatina na geladeira. Eu adoro, e dá muito certo. Quando canso de um sabor, tem outro ali, prontinho. Fica mais difícil sair da linha.

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Hoje, sinto orgulho de mim!

No primeiro mês, perdi oito quilos. Aí, foram seis no seguinte, cinco no outro e assim por diante. No terceiro mês, as calças começaram a ficar largas e os elogios começaram a aparecer. Em seis meses eliminei 33 quilos! Agora mantenho o peso levando à risca o cardápio. E não fiquei neurótica, não! Subo na balança somente uma vez por mês.

Estou bem feliz com meus 76 kg distribuídos em 1,77 m. É visível o quanto o meu rosto afinou! As roupas antigas que guardei com tanto cuidado me servem sem problema. Os conhecidos brincam, perguntando: ”Cadê a Gizele?”. Minha autoestima está nas alturas. Alcancei meu grande objetivo: sentir orgulho de mim!

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