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Vale Night: 3 motivos para assistir o filme com Linn da Quebrada

Comédia nacional dirigida por Luis Pinheiro já está em cartaz nos cinemas

Por Kalel Adolfo Atualizado em 29 mar 2022, 18h17 - Publicado em 30 mar 2022, 08h04

Se você está buscando produções nacionais que sejam autênticas, repletas de profundidade e carregadas de humor, Vale Night, filme com Linn da Quebrada, é a opção ideal. A trama gira em torno de Daiana (Gabriela Dias), que engravida na adolescência e acaba tendo que abrir mão dos estudos. Para piorar, o pai da criança é Vini (Pedro Ottoni), um rapaz desleixado que não coopera nas tarefas do lar.

Exausta de fazer tudo sozinha, Daiana decide tirar um dia de folga e deixar o bebê com Vini. Mas infelizmente, o jovem acaba perdendo o próprio filho em uma festa. Agora, ele deve encontrar o pequeno antes que a namorada e sua família percebam. Com um ritmo dinâmico e envolvente, a comédia com certeza trará bons momentos para o espectador.

Quer saber mais? Então confira três motivos para conferir Vale Night nas salas de cinema:

Elenco carismático

Cada personagem em Vale Night oferece nuances essenciais para a trama. Pedro Ottoni é um dos grandes destaques, pois a sua irreverência traz uma leveza agradável para a trama, expondo a falta de compromisso dos homens frente à paternidade de forma sarcástica.

Já Gabriela Dias oferece um ótimo contraponto para a atmosfera humorada do longa, visto que o arco da atriz evidencia as questões mais densas da produção, como a perda da juventude diante de uma gravidez na adolescência. Linn da Quebrada é responsável pelos momentos mais descontraídos, potencializando a representatividade em tela com a sua presença para lá de carismática.

De forma engenhosa, todas as personalidades do filme possuem uma química inegável, e o resultado é uma experiência que sempre soa coerente e cativante.

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Humor e crítica social na medida certa

O diretor Luís Pinheiro consegue atingir um ótimo equilíbrio entre o humor e a crítica social, sem que um ofusque o outro. As piadas são efetivas pois brincam com o cotidiano do brasileiro: fica quase impossível não se identificar com uma ou outra situação retratada na história.

Ao mesmo tempo, a obra sabe proporcionar reflexões mais densas de maneira sutil, garantindo que, mesmo diante de uma cena cômica, nós possamos captar algumas verdades cruéis por trás de toda a alegria.

Celebra a cultura periférica

A periferia não se resume a violência e precariedade: a produção faz questão de enaltecer a energia vibrante das favelas. Começando pela trilha sonora, que reúne artistas como Karol Conká, Gloria Groove e Seu Jorge, famosos por suas canções vigorosas que celebram minorias e expõem pautas sociais urgentes. Até mesmo a consolidada “Batekoo” — festa que se tornou um manifesto dos movimentos LGBTQIA+ e antirracista no Brasil — é inserida na narrativa.

As referências cinematográficas não poderiam ser melhores: como não se apaixonar pelo plano-sequência em que Gabriela Dias dá à luz durante uma festa? A cena nada mais é do que um criativo aceno à Clímax, caótica obra de Gaspar Noé que chocou o público em 2018. E claro: o elenco transborda diversidade, a fim de mostrar que as comunidades são símbolos de riqueza cultural. Veja o trailer a seguir:

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