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Lollapalooza é processado por burlar a lei da meia-entrada

O festival teria aumentado o valor dos ingressos em 63% em relação ao ano passado.

Por Priscila Doneda Atualizado em 17 jan 2020, 14h24 - Publicado em 10 out 2017, 19h48

Lollapalooza Brasil, que vai rolar em março de 2018, foi processado pela União Nacional dos Estudantes (UNE) e por outras entidades estudantis.

De acordo com a instituição, o festival estaria burlando a lei da meia-entrada. Isso porque o Lolla teria aumentado o preço dos ingressos em 63% em relação ao que foi cobrado na edição 2017.

Com a venda da entrada social (que dá 50% de desconto no valor do ingresso inteiro e, no ato da compra, faz uma doação ao Criança Esperança), essa história se tornou ainda mais polêmica. Isso porque, com o aumento, os custos da meia-entrada e da entrada social se aproximam do valor integral cobrado pelo festival no ano passado.

“Estamos pensando e realizando parcerias nos estados do Brasil para defender o direito à meia-entrada dos estudantes. A lei é clara ao afirmar que o estudante pagará metade do preço do ingresso efetivamente cobrado do público em geral, por isso, vamos tomar todas as medidas cabíveis para combater ações como a do Lollapalooza, que tentam simular o cumprimento da lei, mas que atacam de modo flagrante o nosso direito”, afirmou o tesoureiro da UNE, Ivo Braga.

O Lolla Pass, para os três dias de curtição, já está no terceiro lote e pode ser adquirido por 1750 reais (inteira), 880 reais (entrada social) ou 850 (meia). Vale lembrar que, em 2017, o evento durou apenas dois dias. Em 2018, ele acontecerá em 23, 24 e 25 de março, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Entre as principais atrações, estão Pearl JamRed Hot Chili PeppersThe KillersImagine DragonsLana Del ReyLCD Soundsystem e Chance the Rapper.

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