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Filme da Netflix conta terrível história real de mulheres desaparecidas

"Lost Girls" retrata a busca implacável de uma mãe cuja filha desapareceu. Ela então descobre que há mais vítimas com histórias parecidas.

Por Júlia Warken, Guta Nascimento, thiagoabril 15 mar 2020, 17h30

No catálogo desde a última sexta-feira (13), “Lost Girls – Os Crimes de Long Islan” é um filme da Netflix que merece ser assistido. Ele conta a história real de Mari Gilbert, uma mãe que faz de tudo para encontrar Shannan, sua filha desaparecida. 

Inconformada com a falta de respostas, ela começa a se envolver como pode nas investigações e acaba descobrindo terríveis segredos. Há diversos casos de assassinatos de jovens mulheres que não foram resolvidos na região.

Netflix/Divulgação

Assim como Shannan, as vítimas desses crimes eram garotas de programa. Sendo assim, por mais que tenham sido vítimas de crimes bárbaros, são desprezadas pela comunidade onde viviam.

O filme é baseado no livro “Lost Girls – An Unsolved American Mystery” (Garotas Perdidas – Um Mistério Americano Não Resolvido, em tradução livre), de Robert Kolker. Lançado em 2013, três anos após o desaparecimento de Shannan, o livro chegou a integrar a lista de best-sellers do New York Times, mas nunca foi publicado no Brasil.

Exibido no último Festival de Sundance “Lost Girls” é o primeiro filme de ficção da premiada documentarista Liz Garbus. Ela já foi indicada ao Oscar duas vezes, em 1999 por “The Farm: Angola, USA” e em 2016 por “What Happened, Miss Simone?” – esse último também produzido pela Netflix, e imperdível.

De fato, Liz brilha mais na não-ficção e, após assistir a “Lost Girls”, muita gente se pergunta se uma série documental – como a que fala do desaparecimento da menina Madeleine McCann – não teria melhor para contar essa história tão relevante. De qualquer forma, o filme é bem feito e traz uma necessária reflexão sobre a violência de gênero e o desprezo às mulheres.

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