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Como era viajar na época dos nossos pais

Não consegue nem imaginar como era comprar passagens sem sites, encontrar um lugar legal sem o Foursquare ou hotel sem o Booking? Bem-vinda ao passado!

Por Thalita Milan (colunista) - Atualizado em 21 jan 2020, 17h20 - Publicado em 30 out 2015, 09h41

“Na nossa época, viajar era muito mais legal, porque tinha mais aventura”, seus pais dizem quando te veem pesquisando uma passagem aérea pelo aplicativo do celular. Na época em que o mundo não era assim tão tecnológico, nossos pais viajavam com a cara e a coragem, sem poder contar com a ajuda da internet. Não consegue nem imaginar como era? Então coloque aquela fita cassete no Walkman e volte comigo no tempo (puxa, essa foi ruim…). 

Reprodução/Tumblr Kaatherine
Reprodução/Tumblr Kaatherine

Vou pra onde outra pessoa já foi

Depois do almoço de domingo, aquele tio aventureiro se sentava no sofá com a família inteira para mostrar o álbum de fotos da última viagem. Seus pais se impressionavam com as recordações dele e começavam a cogitar o destino. Os lugares eram escolhidos com base em recomendações de conhecidos ou de revistas especializadas. Sem se esquecer, é claro, do livreto da agência de viagens mais próxima.

Reprodução
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Passagens feitas à mão

Quem precisa de Skyscanner?Bastava ir até a agência de viagens, indicar o destino escolhido e comprar os tíquetes por lá mesmo. O agente informava os dados do passageiro para a central e preenchia a passagem à mão e em várias vias. Depois, tudo era guardado dentro de um envelope bonitinho.

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Reservando o hotel…ligando

Era sempre por indicação dos amigos, da família ou pelo pacotão fechado na agência de viagens. Se seus pais queriam maneirar na grana e resolviam optar por algo mais econômico, eles possivelmente pegavam aquele telefone de discar que eu, você e todo mundo tinha em casa, para ligar diretamente no hotel e fazer uma reserva ou mandavam uma cartinha para o estabelecimento. A única coisa é que a resposta demorava alguns (vários) dias para chegar. Tranquilo, né?

Reprodução/Universal Studios
Reprodução/Universal Studios

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Mapas, muitos mapas

Faziam parte da bagagem aquele guia turístico super pesado com um mapa maior do que a mala inteira – e que ía ficar ficar todo amassado até o fim da viagem – além de alguns terninhos com ombreira que sua mãe levava para o jantar mais chique das férias. Sem esquecer dos livros (de papel, é claro) e um tubinho de laquê para dar aquela levantada no cabelo.

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Limite de bagagem? O que é isso? 

Para quê controle de segurança? Para quê check-in? O negócio era chegar um tempinho antes do voo, despachar seus quinhentos quilos de bagagem (porque o limite não era tão restrito como hoje em dia) e então embarcar.

Reprodução/ Giphy
Reprodução/ Giphy

Modo avião

Nada de talheres de plástico. Dependendo da companhia, os utensílios eram de porcelana e os copos de cristal. E o papai podia acender um cigarro tranquilamente durante o vôo, afinal de contas, a lei que proíbe fumar nas aeronaves é de1996. E ninguém usava celular no “Modo Avião”, afinal… quem tinha um, né?

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Curtindo as férias

Hora de tirar da bolsa a famosa analógica com filme de 36 poses para fazer fotos dos lugares. Eu disse dos lugares, nada de selfie. No máximo, uma foto na frente do ponto turístico mais emblemático.  Além disso, nossos pais tinham que carregar uma pochete bem pesadinha para todos os cantos, já que na época não tinha cartão pré-pago e as contas eram acertadas em dinheiro vivo mesmo ou em traveler checks. Ao passar na lojinha de badulaques mais próxima, a melhor coisa era comprar um cartão-postal para mandar para os parentes. Bateu saudade? Bastava achar o orelhão público mais próximo para dar aquele “alô” para quem ficou em casa.
 
Só quem viveu numa época pré-internet sabe se era melhor viajar antes ou hoje em dia, quando temos aplicativos para tudo e o Google Maps simplesmente salva a nossa vida em qualquer lugar do mundo. Eu adoro o conforto que temos atualmente, mas ao mesmo tempo, não posso negar que gosto de curtir uma viagem de verdade, sem ficar tirando várias fotos a cada minuto para poder escolher uma boa e postar no Instagram. E você? Tem mais recordações engraçadas de como seus pais viajavam? Compartilha com a gente!

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