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Maior participação feminina marca o Festival de Veneza em 2020

Oito filmes dirigidos por mulheres fazem parte da seleção desse ano. Documentário sobre prisão de Caetano Veloso representa o Brasil no festival

Por Da Redação - 28 jul 2020, 10h17

Primeiro festival de destaque a voltar às atividades, o Festival de Veneza anunciou hoje a seleção de filmes concorrendo ao prêmio de 2020.  Presidido pela atriz Cate Blanchett, o line-up não conta com muitas produções de grandes estúdios e  privilegia o cinema independente. O sinal mais positivo é o maior destaque à filmes dirigidos por mulheres. Nomadland, Chloé Zhao e  The World To Come, de Mona Fastvold, são alguns deles.

Em 2019, o festival foi criticado por contar apenas com duas mulheres na competição, mas em 2020 o número subiu para oito entre os 18 filmes que estão concorrendo. Segundo o diretor do festival, Alberto Barbera, não é uma questão de inclusão, mas de bom trabalho. “A seleção se baseou exclusivamente na qualidade e não em protocolo de gêneros”, ele disse. O diretor lamentou que, por conta dos atrasados provocados pela pandemia, muitos dos grandes lançamentos de Hollywood não farão parte do festival esse ano. Coringa, que rendeu o Oscar de melhor ator à Joaquin Phoenix esse ano, e A História de um Casamento, da Netflix, foram lançados em Veneza, em 2019. Esse ano as apostas estão em Nomadland, filme estrelado pela duas vezes vencedora do Oscar, Frances McDormand. Frances vai participar virtualmente da noite da première do filme. O novo filme de Sofia Coppola, A24-Apple também está gerando expectativas.

O festival acontece entre os dias 02 a 12 de setembro. O novo protocolo gerado pela pandemia definiu um menor número de filmes na seleção oficial, com distanciamento social entre os presentes.

O Brasil será representado pelo documentário “Narciso em Férias”, sobre a prisão de Caetano Veloso em 1968, que foi selecionado para a seção oficial Out of Competition. Escrito. Dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil o documentário relembra a prisão de Caetano durante a Ditadura Militar, quando Caetano e Gil foram levados ao Rio de Janeiro, deixados em duas solitárias por uma semana e depois transferidos para celas. Por causa da censura na época, os jornais não puderam divulgar o fato, que foi recontado pelo cantor 52 anos depois.

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