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Sig Bergamin e Murilo Lomas representam o Brasil na 3ª CASACOR Miami

Em conversa com CLAUDIA, Sig falou sobre a combinação de cores e texturas em seu ambiente

Por Texto: Marina Marques | Colaborou: Natalia Maruyama - Atualizado em 17 fev 2020, 10h59 - Publicado em 15 dez 2019, 08h00

Dono de um estilo muito pessoal, o arquiteto Sig Bergamin, ao lado de Murilo Lomas, representa o Brasil na CASACOR Miami. A terceira edição da mostra acontece de 2 a 21 de dezembro no Brickell City Centre, na região mais badalada da cidade. A sala Artesi foi criada por Sig num momento de ebulição de ideias, o que define como uma característica sua.

Sig acrescentou ao ambiente itens que, segundo ele, representam o estilo de viver do lugar. “Para mim, tem que ter arte, cor, vida e luz”, explica. Ele não gosta de seguir as tendências do momento; acredita que toda decoração deve ser influenciada pelos arredores e pelo clima local. O arquiteto costuma dizer que é a decoração que deve se adaptar ao espaço, e não o contrário.

A primeira escolha da dupla foi pelo conjunto de sofá e poltronas coloridos. Por serem marcantes, influenciaram o restante do ambiente. No centro da sala, a mesa, para Sig, lembra um meteorito que caiu do céu. Já o papel de parede com ondas douradas garante a sensação de movimento e acrescenta mais cor e textura ao espaço. O processo criativo envolveu experimentar diferentes combinações.

“Vou pegando o que tem, nada é tão programado. A única regra é oferecer um bom desenho, conforto e ser agradável aos olhos”, explica Sig. Essa forma de criar vale também para a escolha das obras de arte. O quadro de borboletas não era a primeira opção do arquiteto, mas resultou em um visual que o satisfez, dando-lhe a sensação de missão cumprida. Com 35 anos de carreira, Sig ainda surpreende o público. “Quem vê todos os meus projetos juntos acha que são de diversos designers. Meu estilo é global”, finaliza.

Décor maximalista

Crítico do minimalismo, Sig Bergamin defende que a extravagância e o excesso são o modo mais prático de decorar. Para ele, os ambientes devem contar histórias e ter uma sensação pulsante. Sua dica para reproduzir a técnica em casa é se desprender de padrões e testar a combinação de diferentes objetos e estilos mesmo que, no começo, pareçam incompatíveis.

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