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Design fervilhante: tudo sobre o Design Weekend 2014

Entre mostras, lançamentos de produtos, intervenções artísticas e urbanas, veja os eventos que agitaram São Paulo durante o Design Weekend, o maior festival ligado ao tema no país, ocorrido de 14 a 17 de agosto.

Por Texto Regina Galvão | Fotos Levi Mendes Jr. Atualizado em 26 Maio 2022, 09h30 - Publicado em 14 set 2014, 16h58

Caldeirão de tendências:Além de um farto cardápio de eventos de design – cerca de 150 em três distritos: Paulista, Vila Madalena e al. Gabriel Monteiro da Silva (e também em outras regiões) –, o DW teve atrações que contribuíram para tornar ofestival urbano mais popular: circuito gastronômico com food trucks, bicicletas em lugares estratégicos para quem quisesse se deslocar sobre duas rodas e shows de música ao ar livre. “Notei um crescimento de clientes em minhas lojas”, afrma o designer Marcus Ferreira, dono da Decameron e da Carbono. “Destaco a consistência das ações como a principal conquista deste ano”, diz o jornalista Simões Neto, coordenador do evento. Para o idealizador, Lauro Andrade, o DW entrou de vez na programação dos festivaismundiais: “Donos de galerias norte-americanas e jornalistas estrangeiros circularam por aqui interessados em ver o que criamos e produzimos”.

A instalação que emocionou

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Templo do design nacional e internacional há 25 anos, a Firma Casa, na al. Gabriel Monteiro da Silva, vestiu-se de Nordeste. Na sala da frente do showroom, redes de dormir se entrelaçavam em três alturas. “Nossa intenção foi recriar a atmosfera dos barcos de passageiros que navegam pelo rio São Francisco”, afrma André Bastos, curador da mostra com Guilherme Leite Ribeiro, ambos integrantes do estúdio Nada Se Leva. Desde fevereiro, eles lideram as ofcinas do projeto Fusões e Inserções, promovido pelo Instituto de Pesquisa em Tecnologia e Inovação (IPTI), que reúne artesãos de seis grupos em Alagoas, Bahia e Sergipe. Além das peças acima, feitas de algodão, e de almofadas bordadas, a mostra exibiu bancos de metal e madeira produzidos na Ilha do Ferro, AL, localidade famosa pela renda boa noite, que, espalhada pelo chão, dava a impressão de raízes. Fotos do carioca Chico Bicalho, com registros do trabalho, completaram a cenografa.

 

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Coletivo de boas surpresas

Uma casa de arquitetura brutalista, assinada por Ruy Ohtake, na Vila Madalena, abrigou a exposição mais descolada do DW: a Multifunção, organizada pela Design House. “Dez estúdios de São Paulo e do Rio de Janeiro foram convidados a inventar produtos que interagissem com os espaços do imóvel”, conta Camilla D’Anunziata, diretora criativa dessa plataforma experimental. Entre os itens estavam os protótipos da luminária Cuco Libre (acima), do carioca Pedro Braga, feitos de acrílico, aço e LED, e os móveis para área externa desenvolvidos pelos integrantes da SAO Arquitetura, Simone Carneiro e Alexandre Skaff. “As peças revelam uma leveza visual que é a antítese dos materiais empregados – o concreto e a madeira”, diz ele. Sofá, balanço e banco exibiam almofadas de aparência macia, mas que se mostravam duras ao simples toque. Nos quatro dias de DW, circularam por ali cerca de 1,5 mil pessoas das mais diversas tribos. “Vieram de estudantes universitários a mães com flhos”, afrma Camilla.

 

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Coleção nota 10

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Para provar que o ambiente de trabalho não precisa ser sisudo nem careta, o designer Marcus Ferreira, dono da Decameron, apostou numa linha de móveis irreverente, a Work in Progress. “Nossa proposta foi levar um novo olhar aos projetos comerciais e incluir conforto, beleza e bem-estar na vida profssional de cada um”, afrma. As 12 peças, que contemplam de mesas laterais a sofás, têm a assinatura dele, do gaúcho Guilherme Wentz e dos paulistas Rodrigo Ferreira e Alfo Lisi, além do Atelier Crudo, que desenhou mobília de bambu. Durante o DW, o showroom foi transformado num escritório bacanérrimo com ambientação do Estudio Manus.

 

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Talentos revelação

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A Feira do Passarinho, a mais famosa de Maceió, aportou no descolado espaço da Galeria Nacional, nos Jardins. A exposição reuniu a linha de artefatos criada pelos alagoanos Rona Silva (sentado) e Rodrigo Ambrosio. Os designers empregaram materiais e técnicas de artesanato indígena e nordestino em peças autorais e feitas em parceria, como a mesa lateral Coruripe, de palha de ouricuri, palmeira típica do Nordeste, e a luminária Ventola, que reaproveita grades de antigos ventiladores vendidos como sucata na feira popular. “A amarração remete ao preceito do improviso, e o passarinho livre, feito de arame, pousa fora da gaiola observando-a, acesa ou apagada”, explica Rodrigo. A mostra rendeu um convite para participar da próxima Bienal Brasileira de Design, que acontece em 2015, em Florianópolis.

 

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