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Arquiteto peruano monta dúplex usando arte brasileira

Tanto o arquiteto quanto o morador deste dúplex paulistano são estrangeiros que expressam sua alma de viajante e a paixão pela arte brasileira na decoração.

Por Reportagem visual Aldi Flosi e Olivia Canato | Texto Liane Alves | Fotos Salvador Cordaro | Ilustrações Carlos Campoy Atualizado em 26 Maio 2022, 09h40 - Publicado em 22 ago 2014, 23h19

Arquiteto e proprietário falam português perfeitamente e quase sem sotaque. Mas não se engane: tanto um quanto o outro são homens do mundo que escolheram o Brasil como pátria afetiva. Benjamin Ergas, o morador, é um francês formado em economia e história da arte por grandes universidades norte-americanas. Hoje, trabalha com investimentos internacionais na área de desenvolvimento sustentável. Javier Robles, o arquiteto, veio do Peru, graduou-se pelo Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU-USP) de São Carlos, no interior paulista, especializou- se em projetos arqueológicos internacionais preservados pelo World Monument Fund (WMF, ligado à Unesco) e foi professor de design de produto na Universidade Columbia, em Nova York. Atualmente, sua assinatura está em casas e objetos espalhados por diversos países. Os dois se conheceram em 2008, numa festa em São Paulo. Javier estava de passagem – visita a cidade de três a quatro vezes por ano, a negócios e porque sente saudades.

Já Benjamin iniciava uma temporada de sete anos por aqui e começava a descobrir a arte abstrata brasileira. “Fiquei impressionado com a criatividade e a sofisticação das obras. Foi uma surpresa”, afirma. Para abrigar a multiplicidade de objetos, o arquiteto derrubou todas as paredes possíveis, integrando, no primeiro piso do dúplex, estar, jantar e biblioteca. “O amplo espaço, banhado de luz natural e cheio de obras importantes, é uma visão de impacto para quem chega”, revela Javier.

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