Clique e Assine a partir de R$ 7,90/mês

Dulce Pugliese: quem é a mulher mais rica do Brasil, segundo a Forbes

Em novo ranking da Forbes, a cofundadora da rede de assistência médica Amil assume agora a posição antes ocupada por Luiza Trajano, do Magazine Luiza

Por Da Redação 2 fev 2021, 11h37

No mês de janeiro, a família Godoy Bueno, fundadora da rede de assistência médica Amil, apresentou um bom crescimento em seu portfólio de ações  por 16 dias consecutivos. Com isso, Dulce Pugliese de Godoy Bueno, de 72 anos, assumiu o título de mulher mais rica do Brasil, que antes era de Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza.

Esta é a primeira vez que Dulce, cofundadora da empresa e uma das controladoras do grupo de diagnósticos clínicos Dasa, chega ao topo do ranking feminino brasileiro.

As ações do grupo Dasa foram o que determinaram a posição de Dulce. De 6 a 19 de janeiro, as ações cresceram 268%, passando de R$74,10 para R$199. No dia 20, houve uma queda no valor dos títulos para R$175 que foi recuperada no dia seguinte, em que o fechamento foi R$150.

Apesar das variações, a soma final dos ganhos foi o que determinou a escalada da cofundadora no ranking de mulheres mais ricas do Brasil, com uma fortuna de 32,63 milhões, 74,28% maior do que em 2020.

Além da conquista no ranking de mulheres, a matriarca agora ocupa o sétimo lugar no ranking de bilionários brasileiros. Esta é a segunda colocação mais alta em que uma mulher já chegou, ficando apenas para trás de Maria Consuelo Leão Dias Branco, que em 2017 ocupava a sexta posição com 13,25 bilhões em fortuna.

Continua após a publicidade

Juntas, as duas conquistam agora uma marca histórica: a primeira vez que uma dupla de mulheres figura no top 10 do levantamento da Forbes.

Médica, Dulce Godoy fundou a rede de assistência médica Amil junto com seu marido, Edson de Godoy Bueno, em 1972. A companhia teve 90% do seu capital vendido para a norte-americana UnitedHealth em 2012, e logo após, em 2015, o casal investiu em um novo empreendimento, a rede de diagnósticos Dasa, em que 48% das ações são controladas por Dulce.

Mesmo após o término do casamento de 17 anos, nos anos 1990, Dulce e Edson Bueno continuaram parceiros de  negócios. Ela se mudou para os Estados Unidos, após o fim do casamento, e lá se formou na Universidade do Texas, em Austin,   adquirindo o título de PHD em administração.

A sociedade que durou 47 anos, até a morte de Edson em 2017. Atualmente, a Dasa é controlada por Pedro, enteado de Dulce, também conhecido como o bilionário mais jovem do país. 

Um dos pontos que influenciou o crescimento da empresa e atingimento da marca atual de Dulce foi a participação ativa da Dasa na crise sanitária resultante do coronavírus e acordos realizados com outras empresas no ramo da saúde.

  • Continua após a publicidade
    Publicidade