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A pioneira no serviço aéreo de ambulâncias da Nigéria

Durante a última década, uma jovem revolucionou os cuidados de saúde de emergência na África Ocidental

Por Da Redação
Atualizado em 8 mar 2018, 11h37 - Publicado em 8 mar 2018, 00h01

Poucos previam que o primeiro serviço aéreo de ambulâncias da África Ocidental seria lançado por uma jovem de 23 anos. O ano era 2007 e a mulher, Dr. Ola Orekunrin (agora Dr. Ola Orekunrin-Brown). Após uma tragédia pessoal, ela canalizou seu luto e sua coragem em uma iniciativa que já salvou centenas de vidas.

Nascida na Inglaterra, ela cresceu em uma pequena cidade no sudeste da Inglaterra e passou a estudar medicina na Universidade de York. Enquanto completava seus estudos, sua irmã de 12 anos ficou doente enquanto viajava de férias com parentes, na Nigéria. Ela precisava ser transportada de avião para um hospital onde poderia receber o tratamento adequado, mas foi com enorme desalento que a Dr. Orekunrin-Brown e sua família descobriram que a ambulância aérea mais próxima estava na África do Sul. Sua pequena irmã morreu antes que o socorro pudesse chegar.

Foi angustiante para a Dr. Orekunrin-Brown saber que sua irmã não havia morrido por sua doença; ela morreu por não conseguir ter acesso ao tratamento a tempo. A tragédia permaneceria com ela enquanto ela completava seus estudos em medicina, formando-se aos 21 anos, uma das médicas mais jovens do país. Uma vez que começou a trabalhar, ela começou a economizar cada centavo que podia com foco na ideia de, quem sabe, lançar uma ambulância aérea beneficente.

Eventualmente, ela viajou para a Nigéria para enfrentar o desafio, inicialmente estudando modelos em outros países em desenvolvimento. Ela logo chegou à conclusão de que uma empresa seria uma maneira melhor de realizar seus objetivos, e saiu arrecadando fundos – um desafio considerável para uma jovem mulher. Ela também teve que lidar com processos burocráticos tediosos e uma série de outras questões. Sem experiência profissional, ela teve que aprender enquanto fazia, abrindo mão de muitas das atividades de que desfrutam os jovens na casa dos 20 anos para se dedicar a seu projeto.

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(Flying Doctors Nigeria/Divulgação)

Sua motivação e perseverança valeram a pena, e em pouco tempo ela se tornou diretora-executiva da Flying Doctors Nigeria Limited. Sua nova empresa oferecia serviços aéreos de evacuação tanto para o setor privado e público como para indivíduos ricos, transportando trabalhadores feridos para fora das plataformas de petróleo offshore, por exemplo, ou repatriando expatriados britânicos doentes.

Mas com evacuações internacionais custando cerca de USD $ 60 mil e as locais USD $ 20 mil, ela sabia que também precisaria oferecer uma opção mais acessível. Por fim, teve a ideia de usar lugares não-vendidos em companhias aéreas, construindo unidades especiais que poderiam ser instaladas facilmente em uma fila de assentos. O conceito engenhoso garantiu a redução do custo para cerca de USD $ 1 mil, e tem sido um ganho tanto para as companhias aéreas como para os pacientes.

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(Flying Doctors Nigeria/Divulgação)

Com sede em Lagos, a Flying Doctors agora tem postos avançados em todo o país, com 20 aeronaves fretadas e 44 médicos que prestam cuidados de qualidade durante o percurso, cumprindo a promessa da empresa de levar “o paciente certo à unidade correta dentro do prazo ideal”. A Dr. Orekunrin-Brown fez questão de garantir que os serviços da sua empresa estivessem disponíveis para pessoas em áreas remotas da Nigéria, salvando tanto pacientes em estado crítico como vítimas de acidentes de carro, ferimentos de bala ou outras lesões.

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Até hoje, a Flying Doctors Nigeria continua sendo o único serviço aéreo de ambulância nativo da África Ocidental e já transportou algumas centenas de pacientes. O serviço que salva vidas conquistou a Dr. Orekunrin-Brown e sua equipe numerosos elogios e prêmios. Mais recentemente, ela ganhou o prêmio Extraordinary Business Achievement de 2018, concedido pela The Silverbird Group, uma empresa multimídia nigeriana. Ela é a pessoa mais jovem a ganhar a prestigiosa condecoração e a única mulher tê-lo feito na última década.

Ela também foi nomeada uma das “100 Leoas da África” – mulheres africanas extraordinárias, cujo exemplo serve para motivar e inspirar outras empreendedoras em potencial. Em sua fala na conferência anual de 2016, a doutora disse: “Um brinde às mulheres que mudarão a narrativa das mulheres africanas: que possamos conhecê-las, sê-las, criá-las”.

*Por Anwuli Nkem, The Nation

*Neste Dia da Mulher, CLAUDIA participa da ação internacional Women in Businesses For Good, da iniciativa social Sparknews, que visa
revelar inovações impactantes criadas por mulheres e seu potencial de ampliação ou replicação em outros países. #WB4G

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