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Rachel Jordan Especializada em imagem, comportamento e protocolos internacionais, Rachel Jordan é consultora, instrutora, palestrante e ministra cursos e workshops por todo o Brasil sobre imagem e comportamento no ambiente profissional

A mulher no comando de suas escolhas

É claro que diariamente nos deparamos com situações sinalizando todos os muros que ainda precisamos, mas lutamos para sermos aquilo que quisermos ser

Por Rachel Jordan Atualizado em 21 jul 2020, 14h30 - Publicado em 21 jul 2020, 14h00

As opiniões se dividem quando o assunto em questão é o poder de escolha das mulheres no comando de suas vidas. Nenhuma de nós contesta a realidade. É claro que diariamente nos deparamos com situações sinalizando todos os muros que ainda precisamos derrubar para sermos respeitadas e vistas como iguais numa sociedade extremamente machista. Basta olhar as mais recentes estatísticas que apontam a curva crescente de violência contra as mulheres no Brasil – independentemente da classe social a qual pertençam – para constatarmos esse fato. Mas sejamos justas com as nossas lutas e, principalmente, vitórias. Fizemos importantes conquistas nas últimas décadas e hoje temos autoridade e poder para dizer em alto e bom tom que, sim, podemos decidir o que é melhor para nossas vidas.

Nos libertamos de inúmeros padrões de comportamento e de beleza que nos aprisionaram ao longo da história. Hoje ocupamos postos de comando na política mundial, na educação, na ciência e no mercado de trabalho de maneira mais ampla. Conquistamos independência financeira, emocional e sexual para decidir sobre nossas vidas e avaliar o que é melhor de acordo com o que desejamos. E sabemos exatamente o quanto custou subir cada degrau para atingir o patamar a que chegamos hoje. Ainda sofremos com as desigualdades, principalmente a de gênero, que em muitos casos ainda coloca em xeque nosso valor profissional. Mas é inegável que, apesar dos pesares, nossas vozes ganharam força e poder.

E se existe um padrão atualmente que merece ser respeitado e cultivado, ele se chama diversidade. É em nome dessa diversidade de beleza, de raças e formas que precisamos continuar quebrando paradigmas. É fundamental ter autoconhecimento, se aceitar e respeitar a mulher que você se tornou. O padrão de beleza mais importante é o seu, com todos os supostos defeitinhos que ele possa apresentar. Não importa se o seu biotipo não é o ideal. Aliás, existe biotipo ideal? Claro que não. Até porque, minha gente, os rígidos padrões que nortearam a vida de nossas ancestrais estão num passado cada vez mais distante.

Do Egito Antigo, passando pelo Renascimento até os nossos dias, muitas águas rolaram. E pensar que na Inglaterra vitoriana as mulheres provocavam sofrimento aos seus corpos aprisionadas em espartilhos que literalmente lhes tiravam o ar, além de causar outros problemas maiores de saúde. Tudo para atender a um comportamento social e estético da época. Num passado bem mais recente, as top models eram obrigadas a ostentar corpos esquálidos, causando transtornos à própria saúde, para serem aceitas e respeitadas em seu ambiente de trabalho.

Para nosso alívio, esse tempo parece fazer parte de outra era. Ainda existem patrulhamentos sobre nossos corpos e desejos, mas hoje sabemos como nos defender e impor aquilo que queremos. Claro que ainda persistem as diferenças culturais que subjugam muitas mulheres. Se para nós, ocidentais, a máscara recentemente entrou em nossas vidas cobrindo parte do nosso rosto como símbolo de proteção à saúde coletiva, do outro lado do mundo parte da face coberta ainda é sinônimo de opressão para muitas mulheres. Mas essa realidade também está mudando e já é possível perceber que elas também estão descobrindo o quanto podem ser poderosas e donas de seus destinos.

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A única regra que precisamos cumprir daqui por diante é ser feliz, saudável e poderosa dentro da nossa própria pele. Cada vez mais vemos mulheres plus size provando que sensualidade e beleza não são privilégios exclusivos de mulheres com silhuetas enxutas. A indústria da moda finalmente se rendeu e descobriu o potencial dessas mulheres e o quanto elas podem render ao segmento. Apesar de todos os obstáculos que ainda precisamos superar, e não são poucos, não se esqueçam de um direito conquistado: a liberdade de escolha. Temos a chance de sermos aquilo que quisermos ser. Não importa que papéis você decida exercer em sua vida, seja no campo pessoal ou profissional, você pode.

Abaixo algumas reflexões para não nos esquecermos o quanto a auto valorização e o autoconhecimento são importantes para estarmos cada vez mais seguras de nossas escolhas.

Ame a mulher que você é – Respeite a história que você construiu, admire e respeite quem você se tornou. Acredite no seu potencial e invista ainda mais em você. Se o seu objetivo for crescer profissionalmente, se especialize, se entregue a novos aprendizados, busque novos caminhos. Mas nunca desista da mulher que você é.

Empodere-se – Quem determina o que pode ou não na sua vida é você. Uma mulher segura não espera que decidam por ela. A beleza vem desse poder, de usar, fazer ou ser o que você quiser. Não importa que papel você escolha na vida, seja a sua melhor protagonista.

Saiba impor limites – Precisamos entender que só seremos respeitadas se soubermos respeitar os nossos próprios limites. É dessa forma que o outro irá nos respeitar e entender até onde pode ir. É essencial saber quando um desejo é seu ou do outro. E lembre-se: você está em primeiro lugar.

Independência financeira e emocional – Esse é o ponto de partida para as suas conquistas em qualquer âmbito. Se capacite, use sua criatividade e descubra novos caminhos. Use a sua inteligência emocional para gerenciar sua vida com equilíbrio e bom senso.

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