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Rachel Jordan Referência no mercado de consultoria de imagem, Rachel Jordan é especialista em comportamento profissional e atua como consultora, mentora e palestrante para empresas e pessoas que desejam desenvolver suas habilidades emocionais e alavancar a carreira. Co-autora do Livro À Sua Moda – 4Talks, Rachel também ministra cursos e workshops na área

Você sabe o que é salário emocional?

O dinheiro não é a nossa única fonte de felicidade. Confira exemplos de benefícios ligados ao salário de motivação emocional

Por Rachel Jordan 8 jan 2021, 10h03

A última década foi marcada por uma profunda transformação no mercado de trabalho. As janelas abertas pelo mundo globalizado, além dos imensuráveis avanços tecnológicos, apresentaram um novo horizonte nas relações trabalhistas. Atento a esse processo de renovação, que veio à tona por meio de um novo comportamento social, o mundo corporativo vem revendo conceitos que permearam o ambiente profissional ao longo do tempo. Um deles diz respeito a valorização e ao bem-estar dos talentos que formam os times das corporações.

O que leva você a permanecer numa empresa ou a sonhar em fazer parte do time de uma companhia? Todas nós sabemos que o tempo em que apenas salários generosos bastavam para atrair e reter talentos faz parte do passado. Hoje queremos muito mais. Nossa qualidade de vida nunca foi tão importante. No atual cenário, empresas que se destacam, e que são objeto de desejo profissional, precisam oferecer outros atrativos a seus colaboradores para que eles se sintam valorizados e motivados a vestir a camisa da empresa.

É sobre esse diferencial que algumas empresas oferecem e que desejo falar nesse artigo. Você sabe o que é salário emocional? Pois saiba que essa estratégia se tornou uma importante ferramenta das empresas para oferecer um tratamento mais justo e humano a seus funcionários. Então, vamos entender o que é exatamente e como é aplicado.

Salário emocional é um conceito que está associado diretamente aos valores emocionais, motivacionais e profissionais dos colaboradores. Ele vai muito além da remuneração financeira mensal que as empresas pagam a cada uma de nós. É uma complementação salarial intangível que tem como principal objetivo valorizar e estimular de maneira positiva nossas emoções e nosso crescimento profissional e pessoal.

Como diz aquele famoso anúncio publicitário, existem coisas que o dinheiro não compra. E nós concordamos que o dinheiro não é a nossa única fonte de felicidade. Ter reconhecimento, bem-estar, sentimento de pertencimento, uma política de benefícios justa e um clima de trabalho acolhedor e agradável não tem preço. É claro que queremos, e devemos, ser bem remuneradas, mas o salário real não é mais o único atrativo.

Cada vez mais as empresas precisam promover políticas que aflorem emoções positivas e satisfação pessoal para motivar, reter e atrair profissionais. Mais do que uma imposição de mercado, o salário emocional deve ser visto pelos empresários, gestores e RHs como uma estratégia inteligente para um ambiente profissional saudável e que resulte numa melhor performance da empresa. Afinal, ninguém tem dúvidas de que trabalhamos melhor quando estamos felizes e nos sentindo valorizadas sob todos os aspectos, não é mesmo?

Num mundo ideal, o certo é que as companhias mantenham equilíbrio entre os salários remunerado e emocional. Um não pode subtrair o outro. Vale ressaltar que o conceito de salário emocional surgiu a partir da ideia de Felicidade Interna Bruta (FIB), que funciona como uma espécie de termômetro para medir o índice de bem-estar de uma população. Sendo assim, o salário emocional é uma complementação intangível da remuneração financeira oferecida pelas empresas para nos proporcionar um bem-estar mais completo.

Selecionei alguns exemplos de salário emocional que irão ajudar a entender na prática como essa estratégia funciona e como evitar possíveis armadilhas que podem vir embaladas como boas ações.

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Espaços de Lazer – Muitas empresas já entenderam a importância de programas de lazer que contribuam para a qualidade de vida de seus funcionários. Se a sua empresa oferece espaços de relaxamento, academia e atividades esportivas, essa é uma forma de salário emocional.

Pequenas armadilhas – Salários condizentes com o nosso valor profissional continua sendo o principal objetivo de qualquer colaborador. Não adianta a empresa oferecer alguns benefícios se você não recebe um salário justo. Fique atenta para que esses benefícios sejam de fato uma complementação emocional, e não uma substituição à sua remuneração financeira.

Planos de carreira – Todas nós temos como meta ocupar melhores posições na empresa, ter flexibilidade de horário, dar continuidade aos estudos e, principalmente, ter tempo para dedicar à família. Esses são pontos positivos nas empresas modernas e conectadas com as necessidades de seus colaboradores. Um bem que não é medido financeiramente.

Liberdade de ideias – Poder falar sobre nossas angústias, expressar nossas dores e sermos ouvidas e respeitadas nos transmite uma agradável sensação de pertencimento. Essa é uma importante fonte de reconhecimento e bem-estar para qualquer colaborador, um capital emocional imensurável.

Comunicação – Proporcionar um canal de comunicação transparente e ágil a seus colaboradores é outro ponto muito importante. Essa estratégia reduz o nível de estresse entre os funcionários, proporciona sensação de segurança, e contribui de forma positiva para o aumento da produtividade.

Aprendizado – Ter a oportunidade de adquirir novos conhecimentos em eventos internos como cursos, palestras e workshops é um capital emocional importante. E se esse conhecimento interno é potencializado por oportunidades acadêmicas, torna-se um capital emocional ainda mais relevante porque proporciona crescimento profissional e individual.

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