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Rachel Jordan Referência no mercado de consultoria de imagem, Rachel Jordan é especialista em comportamento profissional e atua como consultora, mentora e palestrante para empresas e pessoas que desejam desenvolver suas habilidades emocionais e alavancar a carreira. Co-autora do Livro À Sua Moda – 4Talks, Rachel também ministra cursos e workshops na área

Existe um limite para manifestarmos nossa opinião nas redes?

Rachel Jordan tem algumas dicas que podem contribuir para uma presença virtual mais construtiva

Por Rachel Jordan Atualizado em 24 mar 2021, 14h28 - Publicado em 24 mar 2021, 16h00

O encantamento que as redes sociais exercem sobre milhões de pessoas ao redor do planeta transformou nosso comportamento nas últimas décadas. É inegável o poder que elas alcançaram ao longo dos anos. Num piscar de olhos mudamos radicalmente a maneira como nos comunicamos e ganhamos coragem para expressar publicamente nossos pensamentos e opiniões, sejam eles quais forem, nessa tribuna virtual de alcance incalculável.

Até aí, nenhum problema. Afinal, a livre manifestação do pensamento está amparada pela Constituição que garante a liberdade de expressão a todos. A questão é a forma como estamos utilizando essa prerrogativa que nos foi dada legalmente. Emitir opinião sobre tudo se tornou uma espécie de obsessão para quem navega pelo mundo virtual. A minha pergunta é: qual o limite para manifestarmos nossa opinião nas redes?

A verdade é que as pessoas andam se esquecendo daquele velho ditado que diz: seu direito termina quando o do outro começa. Será que não existe mais limite e bom senso para nada no ambiente virtual? Na corrida desenfreada por novos seguidores, e com o objetivo de se tornar um formador de opinião, muita gente anda passando por cima de valores e padrões.

A sensação é de que vale tudo para estar sob os holofotes e ser endeusada (o) pela grande massa de internautas. Pesquisas científicas já comprovaram que a cada novo like ou comentário positivo somos tomados por uma sensação de prazer e euforia. Talvez isso explique a superexposição sem qualquer critério de muitas pessoas.

O resultado é que temos nos deparado com manifestações ofensivas e opiniões que chegam como se fossem a única verdade. Passamos a “conviver” diariamente nas redes com pessoas que se tornaram extremamente agressivas em defesa da sua opinião. A troca de pensamento, o respeito e aceitação à opinião do outro parece não fazer mais parte do tribunal implacável das redes.

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E você, como tem se manifestado virtualmente? Seria muito bom se todos entendessem que esse espaço de poder ocupado pelas redes sociais pudesse ser usado de forma mais positiva, empática e conciliadora. Abaixo algumas dicas que podem contribuir para uma presença virtual mais construtiva.

Blindagem positiva – Use sua liberdade de expressão para propagar conhecimento e mensagens positivas nas suas redes. Evite entrar em discussões que não levam a lugar algum e fuja daqueles que incitam a violência através de seu discurso de ódio.

Terra sem lei – Aquele velho pensamento de que a internet é terra sem lei, na qual se pode falar ou fazer o que quiser, perde força a cada dia. Hoje já existem medidas judiciais para conter os abusos cometidos. Se você for atacada (o) de forma leviana, preconceituosa e agressiva, procure um especialista para orientar sobre o que deve ser feito.

Postagem responsável – Antes de publicar qualquer post em suas redes, avalie bem o conteúdo das mensagens. As empresas administradoras estão em vigilância constante para banir conteúdos inadequados, agressivos ou preconceituosos. Muitas vezes na ânsia de publicar um post não nos damos conta de que aquele conteúdo pode impactar de forma negativa muitas pessoas. Faça a diferença de maneira positiva.

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