Rainha Elizabeth II suspende Parlamento britânico em medida polêmica

A pedido do Primeiro-Ministro, sessões do Governo serão congeladas por cinco semanas

A grande novela do Brexit acaba de ganhar um novo capítulo. Na quarta-feira, 28, a Rainha Elizabeth II aprovou o pedido do Primeiro-Ministro Britânico Boris Johnson para suspender o Parlamento do Reino Unido. A medida dificulta a vida dos oponentes de Johnson, que terão menos tempo para articular propostas contra uma saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo com o bloco, o que tem sido chamado de no-deal Brexit.

Um dos poucos poderes da Rainha é o poder para suspender o Parlamento, caso necessário. Apesar do que parece, no entanto, ela não é tão poderosa, uma vez que é obrigada a ordenar o encerramento do período de sessões se o Governo pedir e, por isso, acabou se envolvendo em uma polêmica em que provavelmente não queria estar envolvida. Elizabeth II se encontrou com um pequeno número de ministros nesta quarta, em sua residência em Balmoral, na Escócia, e deu início ao procedimento.

A partir de 10 de setembro, o Parlamento terá suas sessões interrompidas. Caso ocorra tudo como o planejado por Johnson, as atividades permanecerão congeladas até 14 de outubro, quando acontece o Discurso da Rainha e a apresentação das linhas de ação de um Novo Governo. Isso aconteceria somente 15 dias antes da data final estipulada pela União Europeia para a saída do Reino Unido do bloco, o dia 31 de outubro.

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O Brexit sem acordo é temido por muitos ingleses, mas o Primeiro-Ministro parece decido a fazê-lo caso a União Europeia não acate suas condições. Ainda que os principais opositores de Johnson afirmem que a decisão tomada nesta quarta levará a uma crise sem precedentes, o líder do Parlamento diz que a suspensão das ações dos parlamentares é uma medida necessária para que o Governo possa começar a andar com vigor e pensar uma saída coerente.

A suspensão do Parlamento é aconselhada pelo primeiro-ministro e paralisa todas as sessões em andamento e todos os debates em tramitação. Para que as sessões voltem a ocorrer, é necessário começar um novo procedimento em um outro momento. Por isso, muitos acreditam que não haverá tempo hábil para articular um acordo de saída com a União Europeia.

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