Você não pode? Não pode mesmo, ou não quer?

Entenda a relação entre dificuldades e oportunidades

  

Nas novelas e nos filmes, as coisas boas, muitas vezes, caem do céu. O grande amor, a oportunidade dos sonhos, o reencontro _tudo se dá como num passe de mágica. A mocinha vira uma esquina e pronto! A vida é transformada, ela agora será feliz para sempre. Talvez por isso, tanta gente consuma a vida à espera de que algo grandioso possa acontecer magicamente. 

 

 – Uma hora o chefe vai perceber que eu mereço muito mais.

– Aquele par perfeito ainda vai bater na minha porta.  

 

 ​​Acontece que, na vida real, não é bem assim que a banda toca. As oportunidades costumam aparecer disfarçadas de dificuldades. É a promoção no trabalho que impõe a mudança para uma cidade longe pra chuchu. É o desejo de ter um negócio que vem ao preço de abrir mão do emprego com salário certo. É o encontro com aquela pessoa que parece maravilhosa, mas que mora do outro lado do mundo. Frequentemente, diante de dificuldades como essas, nós nos convencemos de que não dá pra seguir adiante. É mais ou menos assim:

 

– Querer a promoção eu quero, mas não posso me mudar para o interior. Minha família tá toda aqui.

  

Ou:

 

– Vontade de fazer exercício eu tenho, mas não faço porque falta tempo!

 

Agora, tempo para assistir a novela ou a série que ela gosta, a pessoa encontra, apesar da agenda pesada de trabalho. 

 

Com essa provocação, espero despertar em você um novo olhar diante dos problemas. Pode ser o trânsito, o convite que não veio ou coisas mais profundas, como problemas de saúde ou no amor. Vale a mesma lógica: Quando a gente entende que a dificuldade é um manto que encobre uma oportunidade, a vida fica bem mais interessante!

 

Ao virar essa chave, a gente usa o tempo no transporte para responder os e-mails atrasados, a noite que seria dedicada ao convite que não veio, para fazer algo especial na companhia de si mesma, ou das amigas; ou entende o recado que o corpo está dando com a dor que se repete.  

 

Nós, humanos, somos dotados de imensa força. Mas a usamos timidamente. Todos nós já lemos estudos que comprovam que utilizamos apenas uma pequena fração de nossa mente. E basta olhar para atletas para ver o que um corpo humano é capaz de fazer quando encara barreiras como estímulo ao avanço. Quanto mais a gente realiza, mais quer realizar. E quanto mais a gente se esconde, mais difícil pra sair da toca. Nós crescemos, ganhamos força, à medida que enfrentamos o que está posto à nossa frente no dia a dia. É como um jogo no qual a gente vai ficando boa e pegando gosto por passar de fase, sabe?

 

A gente sempre tem escolha. A gente pode se enganar, dizer “não posso” quando a realidade é “não quero”, “tô com medo” ou “tô com preguiça”. Mas basta olhar para as biografias das pessoas que mais realizaram (e se realizaram no caminho) para perceber que enfrentar os infinitos testes que a vida nos apresenta é o modo de ativar o melhor de si.  

Que sejamos capazes de enxergar na dificuldade a oportunidade para ativar superpoderes como resiliência, paciência, criatividade e autoconhecimento, todos os dias de nossas vidas.

 

 

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