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Natália Leite Por MENTORIA PARA O DIA A DIA Natália Leite é jornalista, mestre em ciência da informação e empreendedora. É co-fundadora da Escola de Você (plataforma de cursos online gratuitos para mulheres) e da Sonata Brasil Desenvolvimento de Lideranças

Entenda se você está evoluindo (ou in-voluindo)

Tudo na natureza, inclusive nós, está em constante movimento. E se não é para a frente, é para trás.

Por Natália Leite - 19 fev 2018, 14h33

No último fim de semana, cheguei a uma festa animada para reencontrar gente que não via há muito tempo. Entrei logo na roda de conversa:

– Que bom ver você, Fulano! Me conte, como vai a vida?

Ele disse:

– Tudo parado. Bons eram os tempos da faculdade…

A resposta me surpreendeu porque prestes a completar 38, definitivamente não sinto saudade de quem eu era 20 anos atrás.  Me sinto mais jovem. Aos 18, era cheia de certezas e profundamente preocupada com o que os outros pensavam a meu respeito. Bem pertinho dos 40, ainda há muito a trabalhar, mas me sinto mais segura. Mais interessante. Mais viva.

Trago este episódio para o nosso encontro semanal por acreditar que não há acaso em se sentir melhor ou pior com o tempo.

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O que vejo é uma relação direta entre bem-estar e a decisão de adotar pequenos hábitos diários, pequenas gentilezas consigo mesma e com os outros, como estilo de vida. Fazer hoje um pouquinho melhor que ontem _seja o trabalho, o próprio jantar ou a interação com aquela pessoa que não é a nossa favorita.

Tudo na natureza, inclusive nós, está em constante movimento. E se não é para a frente, é para trás.

A estagnação já é a ausência de vida. O que parece ser “parado” é, na prática, marcha à ré. Claro que existem dias mais difíceis, pessoas mais difíceis. Momentos nos quais engatamos a ré com força. E tudo bem. O importante é tomar consciência e escolher fazer diferente na próxima oportunidade.

O que noto nas pessoas mais inspiradoras (e as estudo) é uma capacidade de não alimentar, de não colocar energia no que é negativo.  É um viés de evolução, de simplificação. Elas têm uma habilidade de, diante da realidade posta, por mais desagradável que seja, trocar o se lamentar pelo fazer o melhor possível. Focar na solução. Encarar problemas como provocações e erros como aprendizados.

Essa força não acontece da noite para o dia, num passe de mágica. Ela cresce dia a dia, nas pequenas coisas.

Meu desejo para todos nós, na semana que se inicia, é que tomemos consciência que a cada movimento há uma escolha: para trás? Ou para a frente?

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