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Diário De Uma Quarentener Juliana Borges é escritora, pisciana, antipunitivista, fã de Beyoncé, Miles Davis, Nina Simone e Rolling Stones. Quer ser antropóloga um dia. É autora do livro “Encarceramento em massa”, da Coleção Feminismos Plurais.

Amiga, estou aqui

"Irmão é coisa que não falta para mim", brinca a escritora sobre suas duas irmãs maternas e seus cinco irmãos por parte de pai

Por Juliana Borges - Atualizado em 5 set 2020, 20h33 - Publicado em 5 set 2020, 19h32

São Paulo, 5 de setembro de 2020

Dia do irmão. Para mim, dia das amigas. Eu e minhas irmãs maternas vivemos juntas e, apesar de termos uma distância etária considerável – algo como 12 anos de diferença para cada uma – somos uma tríade, como uma tribo que pensa filmes para assistirmos juntas, que combina e define viagens em “assembleia” e o dia da skincare, o qual eu sempre fujo.

De minha irmã mais nova, mais do que irmã, sou também tutora, algo que demanda o desenvolvimento de outros filtros que eu, até então, não tinha. E acompanhar uma adolescente de perto é um desafio, mas que tem sido cheio de gargalhadas e diálogos para lá de interessantes. De minha irmã do meio, sou grata por falarmos de tudo – assim espero, viu? rs – e por ela ter um senso para solução de problemas que me espanta, já que vivo piscianamente com a cabeça na lua.

Cada uma com uma personalidade, com um jeito, mas sempre conectadas até na hora de pedir donnuts pelo app. Me sinto imensamente privilegiada por ter minhas irmãs como melhores amigas, e espero que elas tenham a confiança de saber que sempre acompanharei e torcerei por elas, que nossa casa é um porto seguro e um lugar de afeto.

Além de minhas irmãs maternas, tenho cinco irmãos paternos. Irmão é coisa que não falta para mim. Apesar das dinâmicas da vida não ter nos colocado tão próximos, nos acompanhamos e torcemos uns para os outros. E, no que essa pandemia me colocou a refletir, tão logo isso passe, acho que o mundo tem nos mostrado que não é inteligente perder mais tempo de viver ao lado de pessoas que amamos. Sem espera, só viver.

Muitas poderiam ser as palavras trocadas hoje, mas quando em penso em minhas irmãs, os sentimentos são: amor, gratidão, alegria, compromisso, responsabilidade, amizade e afeto. Vejo que há pessoas com imensos conflitos, vários casamentos encerrados na pandemia. Eu agradeço por ter as melhores companhias para viver o fim do mundo. E se não for o fim do mundo ainda, já estamos com uma lista de lugares para ir depois que tudo isso passar. E iremos juntas. Como sempre fizemos.

Amo vocês, Mariana e Alícia. <3

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