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Denise Steiner Por DERMATOLOGIA A médica Denise Steiner é dermatologista, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia e doutora pela Unicamp

Sabia que os cabelos também envelhecem? Veja como tratá-los

A colunista Denise Steiner comenta sobre envelhecimento dos fios e explica os fatores que provocam esse processo

Por Da Redação Atualizado em 27 Maio 2021, 16h30 - Publicado em 27 Maio 2021, 16h19

O cabelo nasce, cresce e morre durante toda a vida, por isso tínhamos o conceito de que ele nunca seria velho. No entanto, mesmo reciclando constantemente, ele vai se tornando mais fino, desgastado e fraco.

Esse acontecimento tem toda lógica, pois o couro cabeludo, que é o terreno onde cresce o cabelo, vai sendo agredido por fatores internos e ambientais durante toda a vida, acumulando danos, defeitos, doenças e muita oxidação.

O Sol por meio da radiação ultravioleta é um dos grandes envelhecedores do couro cabeludo e da haste. Não usamos chapéu e estamos num país tropical, com muita iluminação solar durante todo o ano.

O interessante é que já nos acostumamos a usar filtro solar na pele, mas isso não ocorre em relação ao couro cabeludo.

A radiação UVB agride o DNA celular e favorece o aparecimento de câncer de pele. Já a radiação UVA agride a derme e destrói as fibras elásticas e de colágeno, além de prejudicar a parede dos vasos sanguíneos.

A radiação UVA e UVB também são responsáveis pela oxidação que danifica a parede das células e a mitocôndria, que produz a energia celular.

A poluição diária, além das agressões químicas, como tintura, alisamento, luzes, entre outras, também contribuem para o envelhecimento capilar. A genética, a saúde geral do indivíduo e os cuidados de limpeza também ajudam no envelhecimento capilar.

O cabelo fica branco, porque envelhece e perde a capacidade de formar melanina, que também é um protetor em relação ao sol.

Tratamentos

Dois tratamentos são interessantes para preservar a saúde do couro cabeludo e da haste capilar, neutralizando os efeitos do desgaste e envelhecimento.

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O primeiro tratamento é a microinfusão de medicamentos na pele, na qual utilizamos um aparelho similar a uma máquina de tatuagem.

Essa máquina, ao ser ligada, vibra e aspira a medicação que queremos utilizar. A substância tem que ser injetável, sendo aberta na hora da utilização.

Usamos medicamentos, como finasterida e Minoxidil, além de vitaminas antioxidantes e fatores de crescimento. O mecanismo de ação está relacionado ao uso do remédio e também devido a microtraumas causados pelas agulhas, que então melhoram a oxigenação e liberam vários fatores de crescimento naturais.

O outro tratamento é o plasma rico em plaquetas, que pressupõe colher sangue, centrifugar e separar o plasma que fica com mais concentração de plaquetas e injetá-las no couro cabeludo da área afetada.

Ao ser injetado na pele, o plasma rico em plaquetas libera fatores de crescimento naturais, que possuem várias ações positivas para a saúde capilar.

São liberados cerca de dez fatores de crescimento que estimulam das células tronco do folículo às células da papila dérmica. Assim, há uma melhora na fase de crescimento do fio, na irrigação do folículo, na espessura da haste do folículo e ainda diminui a inflamação.

Esses tratamentos são feitos em sessões mensais e sem efeitos colaterais, o que possibilita que o paciente continue suas atividades normalmente. A melhoria das condições do couro cabeludo e também da qualidade da haste é duradoura e evita a perda definitiva do fio.

Cuide-se.

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