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Conversa de Vó Natália Dornellas é jornalista, podcaster e ativista da longevidade. Procura por avós e avôs para prosear e histórias de #avosidade para contar. É criadora do podcast Conversa de Vó e cofundadora da plataforma 40+ AsPerennials

Conheça a Vovó do Galo, que aos 100 anos comanda um estádio inteiro

A centenária Ana Cândida de Oliveira Marques é o xodó da torcida do Atlético Mineiro e dá aula do verdadeiro espírito esportivo

Por Natália Dornellas Atualizado em 28 abr 2021, 19h52 - Publicado em 29 abr 2021, 09h00

Um coração colocado à prova sempre que seu time entra em campo parece ser a receita de longevidade de Ana Cândida de Oliveira Marques, a Vovó do Galo, como é conhecida pelos torcedores do Atlético Mineiro. A cada partida de seu Galo, ela recorre ao arsenal de camisetas autografadas, reforça a alimentação e dá uma descansada antes de ir ao estádio – isso antes da pandemia, claro!

Nascida em Rio Espera, na Zona da Mata de Minas, essa vovó cheia de energia se mudou para a capital no fim da década de 1940, ao lado do marido João, que era goleiro de um time amador e torcedor fanático do Atlético, cujos jogos acompanhavam pelas ondas do rádio. Sua consagração para a fama veio mais recentemente, quando um torcedor  postou um vídeo dela torcendo com muita emoção durante a campanha da Libertadores, em 2013.

Acervo pessoal
Acervo pessoal/Reprodução

“Sempre tive carinho pelo clube, e hoje ainda mais pois o Galo trouxe essa energia pra mim, as pessoas me abraçam, beijam a minha mão. E olha que nem sou padre, para você ver”, brincou numa das várias entrevistas que dá aos veículos esportivos. E dona Ana Cândida ainda garante que o cardiologista aprova as altas doses de adrenalina que só o futebol pode proporcionar. “Meu cardiologista aprova, o Galo é uma terapia!”.

Mas nem sempre foi fácil ser uma torcedora apaixonada. Quando se mudou para a capital, ela custou a ir aos estádios, que definitivamente não eram lugar de mulher. Ficava em casa para fazer os lanches do marido e de seus amigos, enquanto eles debatiam as partidas. Com o tempo, venceu o machismo e passou a ser rainha da massa. Ela já entrou em campo com o time e recebeu homenagem do mascote, conhecido como Galo Doido.

Acervo pessoal
Acervo pessoal/Reprodução

Ao seu lado está sempre o fiel escudeiro Marcelo, um de seus netos, que já escutou muitas histórias da avó. Um dia, ela colocou um galo num saco com milho e levou ao estádio. Naquela época, a revista era light, e deu tudo certo. Lá dentro, claro, o galo e os torcedores do Galo fizeram a festa. Segundo ela, “o galo não cantou, mas bateu asas”.

No alto de seus 100 anos, a Vovó do Galo segue sonhando (olha a longevidade saudável aí!). Quer estar presente na inauguração da Arena MRV, o aguardado estádio do Atlético, que tem previsão de abertura para 2022.

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