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Isabella D'Ercole A editora-chefe de CLAUDIA fala sobre cultura, relacionamentos e carreira – basicamente, toda reflexão que lhe vier à cabeça enquanto produz e dirige o conteúdo de CLAUDIA

Cultivando a nossa essência, a esperança pode ser renovada

Nesta edição, Camila Pitanga e personalidades negras partilham suas buscas por uma vida em que a felicidade e os sonhos não sejam deixados de lado

Por Isabella D'Ercole Atualizado em 19 nov 2021, 00h16 - Publicado em 19 nov 2021, 11h00
A

manheceu nublado no Rio de Janeiro e antes das 8 horas toda a programação do dia já tinha mudado. Aeroporto fechado, voo atrasado e uma equipe extremamente paciente e empática. Algumas horas depois, com trégua do tempo, começamos a trabalhar. Diferentemente do céu carioca, Camila Pitanga transbordava luz – com o perdão do trocadilho, com ela não tem tempo ruim.

Depois de muitos anos fotografando capas de CLAUDIA, posso dizer que ela foi recordista em cliques perfeitos num curto espaço de tempo. No fim da tarde, correu de volta para o aeroporto, dessa vez debaixo de chuva paulistana, para jantar com “um namorado lindo que estava esperando”, nas palavras dela. Mas não antes de beijar e abraçar a equipe toda, comprovando que a vida remota dos últimos meses não teve mesmo graça.

Se Camila já tinha me conquistado no dia das fotos – e em outros encontros nossos, como numa capa de CLAUDIA em 2016 –, meu encantamento definitivo aconteceu enquanto lia a entrevista que ela deu para a editora-assistente Ana Carolina Pinheiro.

Os últimos cinco anos foram revolucionários para a artista, que reconhece o impacto da maturidade em suas ações – como a decisão por uma nova fase na carreira e as adaptações da maternidade com a filha adolescente – e reações – por exemplo, sua movimentação política em um período difícil e as respostas aos haters que tentam controlar seus relacionamentos.

A última pergunta que Carol faz para Camila é sobre felicidade, tema que se estende à nossa matéria de comportamento, também escrita por Carol. É um manifesto de mulheres negras sobre o direito à felicidade e como isso faz parte da totalidade da humanidade delas. Artistas, políticas e escritoras refletem sobre suas lembranças de momentos alegres e contam como fazem para perpetuar, em dias difíceis, a sensação acolhedora e o ânimo.

Em um dos depoimentos, a criadora de conteúdo Luana Carvalho fala de estar deitada no colo de sua mãe e avó, no banco de trás do carro, olhando as árvores passando pelo vidro da janela. A simplicidade da felicidade na infância! A identificação é inevitável e eu aposto que você vai se pegar pensando naquelas memórias quentinhas que guarda com carinho.

A afetividade se estende para as receitas criadas por Carla Francine, do Espaço Utomi, e compartilhadas com a editora-assistente Marina Marques em uma tarde quente de outubro. Apaixonada por gastronomia desde muito cedo, Carla tinha receio de entrar na área, sabia que não costumava ser dos ambientes mais amigáveis e justo com as mulheres.

Só que a junção de talento e destino impossibilitaram que ela seguisse outra carreira. Assim, ela assumiu, durante a pandemia, o restaurante que fica num misto de coworking, livraria e espaço de eventos, local criado por Rogério Ba-Senga. Só de lembrar do brigadeiro de amendoim e da couve-flor gratinada com gengibre e laranja minha boca enche de água.

Faltam poucos dias para o ano chegar ao fim – e que ano! Nessa reta final, desejo a você paciência, resiliência e muita renovação da esperança. Que essa edição carregue um clima mais leve e que as temperaturas quentes típicas da aproximação do verão, revitalizem nossos espíritos. Eu volto em breve com ideias para a ceia de Natal, árvores decoradas e looks irresistíveis para a praia e a tão esperada virada para 2022.
Um beijo,

 

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Colaboradoras

Sílvia Lisboa

Silvia
Acervo pessoal/Reprodução

Especializada em jornalismo de ciência e saúde, a gaúcha Sílvia (@fronteira), cofundadora da Agência Fronteira, também é colaboradora da VEJA SAÚDE, outra publicação da Editora Abril, e este ano foi escolhida como uma das três melhores profissionais da sua área, representando a região Sul, no Prêmio Einstein.

Ana Requião

 

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ana requião
Acervo pessoal/Reprodução

As produtoras de objetos têm um trabalho incrível nos bastidores das fotos que é de entender o mood e caçar em lojas e acervos os itens que vão compor o cenário e ajudar no clima. Especialista nessa função, Ana (@anarequiao) montou as cenas do Receber, com as receitas de Carla Francine, e criou uma aconchegante paleta de cores.

 Equipe da capa

Capa de CLAUDIA novembro de 2021
Marina Najjar e Zeh Gonçalves/CLAUDIA

Acima, a equipe campeã que não se deixou abater pelo mau tempo e produziu fotos lindíssimas para a capa e a entrevista com Camila Pitanga. Da esquerda para a direita, Antonio Trigo, assessor de imprensa de Camila; Lorena Baroni Bósio, diretora de arte de CLAUDIA; eu; Karine Basílio, fotógrafa; Le Henry (de máscara azul), assistente de beleza; Fabio Ishimoto, editor de moda; Maria Helena Siqueira (de blusa listrada), produtora de moda; Camila; Ana Carolina Pinheiro, nossa supereditora-assistente; e André Veloso, maquiador. Estão faltando no clique os assistentes de fotografia, Marina Najjar e Zeh Gonçalves, que estavam fazendo esse retrato, e o dono do Janela (@nojanela), espaço onde rolou a foto, Pedro Coutinho. Obrigada, pessoal!

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