Beyoncé, o Coachella, e como a cultura vai muito além do lazer

Ela é a primeira mulher negra a ser a atração principal do festival de música que aconteceu nos Estados Unidos este final de semana

Na noite de ontem, Beyoncé fez um show de duas horas no festival de música Coachella, que acontece na Califórnia. É um dos eventos mais renomados do mundo na área, aquele que atrai o maior número de celebridades. Foi um show histórico, adiado em um ano, já que a apresentação era prometida para o ano passado, mas não rolou porque Beyoncé estava grávida de gêmeos.

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A cantora entrou no palco ao som de Crazy In Love, um de seus sucessos de início de carreira, e levou o público ao delírio com hits. Mas isso já era esperado. Beyoncé nunca decepciona. E seus shows são sempre um estouro em recursos visuais, coreografias e figurinos. E numa surpresa incrível para os fãs, teve a participação de Kelly Rowland e Michelle Williams com quem Beyoncé formou o trio Destiny Child antes de partir para a carreira solo.

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Só que, dessa vez, a apresentação da Queen B, como é chamada pelos fãs, tem um significado a mais. Ela é a primeira artista negra a ser headliner, ou seja, a principal atração do Coachella. Tem quem não enxergue nada demais nisso, mas, acredite, há.

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Não dá para falar que não houve ninguém antes de Beyoncé que pudesse assumir esse posto. Portanto, fica claro que é um avanço dos tempos, dos artistas negros que batalharam por isso. E Bey sabe o peso que isso tem, tanto que agradeceu no palco pela oportunidade. O que ela quer é abrir caminho para outras artistas. Em vez de ser a primeira, de ser uma exceção, ela quer que aquilo se torne natural.

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O Coachella tem atenção do mundo, reúne os músicos mais renomados de seu tempo e muito dinheiro de publicidade. É de se entender porque ele também precisa ter mais representatividade. Tanto é que o show de Bey foi repleto de referências à cultura negra. Ela citou Malcolm X, Chimamanda Adichie e fez referências a Nina Simone. Bey abre um novo capítulo na história do Coachella. E nós torcemos para que seja um capítulo mais inclusivo e diverso.

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