Consumismo: como lidar com propagandas personalizadas?

A resposta é simples: com consciência e fugindo dos impulsos

Aconteceu comigo. Eu estava tomando um café com uma amiga e conversamos sobre uma determinada marca de roupas. Quando saí do local e abri um site de notícias no meu celular, fiquei impressionada: lá estava um anúncio da tal da marca em um site de notícias. Como aquilo aconteceu?

Eu não havia buscado a marca no Google. Eu não havia digitado o nome dela em nenhuma conversa de WhatsApp e não a seguia no Instagram ou mesmo no Facebook. E, mesmo assim, lá estava a propaganda.

Comecei a pensar se não teria sido uma coincidência. Mas comecei a ouvir relatos de diversas pessoas de que o Google ou o Facebook estariam ouvindo as suas conversas. A princípio, achei que fosse exagero e paranóia. Mas com uma simples busca na internet, encontrei uma série de artigos e colunas, todos com a mesma questão:

Será que estas empresas escutam as nossas conversas e fazem anúncios personalizados para nós?

A resposta não é muito clara – e, na realidade, ela pouco importa. Afinal, todos os nossos aparelhos já sabem tanto de nós que todos anúncios que vemos no dia-a-dia já são sim direcionados.

Basta fazer uma pesquisa sobre um determinado destino turístico para começar a ver propagandas de hotéis e companhias aéreas. Se acesso uma vez um e-commerce, passo a encontrar anúncios em qualquer site que eu vá. Se começo a seguir a marca então em alguma rede social ou faço uma única compra online, estou frita – serei perseguida por anúncios por todos os lados.

Se já era difícil resistir antes à tentação quando você passava na frente da sua loja preferida e descobria que ela estava em liquidação, o cenário começou a ficar muito mais complexo. Onde você estiver, vai encontrar um anúncio direcionado a você.

Como então lidar com o consumismo deste século 21? Como resistir quando todas as ofertas são personalizadas para os nossos gostos e padrões de consumo?

A resposta é simples: com consciência e fugindo dos impulsos. Toda vez que for fazer uma compra online sem planejamento, feche a aba e vá fazer outra coisa. Qualquer coisa serve: tomar um café, checar seus e-mails, dar uma olhada no Facebook. Você vai ver que, em muitos casos, vai esquecer que queria fazer uma coisa. Dez minutinhos fazem a diferença.

Se ainda assim você quiser fazer a compra, pare e pense com cuidado: você quer mesmo aquilo? Você tem dinheiro para pagar (que não vai fazer falta na hora de pagar alguma conta)? Você precisa daquilo?

Pode parecer simples, mas ao se fazer essas perguntas, você consegue sair do ciclo do “vale a pena” e passa a se perguntar: vale a pena para mim?

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