Como dividir os gastos com o seu parceiro?

Diferentemente do vestibular, aqui não existe resposta correta. A alternativa certa é aquela que faz sentido para o casal

Vocês estão no restaurante e o jantar foi maravilhoso. Vinho, entrada, prato e sobremesa, luz de velas, tudo de bom. A conta chega e vem logo a dúvida: quem deve pegar a carteira?

1) Ser feminista não significa que você deve abrir mão do cavalheirismo.

2) Quem ganha mais. Afinal, a cultura de que o homem é quem paga a conta surgiu em um contexto específico. Como as mulheres não trabalhavam e, portanto, não tinham sua própria renda, o responsável pela conta era o homem. Como o mundo mudou, os hábitos devem mudar também.

3) Os dois devem dividir. Se os dois trabalham, nada mais justo do que os dois dividirem as responsabilidades.

Diferentemente do vestibular, aqui não existe resposta correta. A alternativa certa é aquela que faz sentido para o casal.

É por essas e outras que conversar sobre dinheiro a dois é algo essencial. Se você não toma a dianteira e traz o assunto, tenha certeza de que ele vai surgir em algum momento ou outro _em um contexto não tão favorável assim. Brigas por dinheiro são o principal motivo para divórcios no Brasil e no mundo.

Então como dividir as contas?

Tanto para os gastos essenciais, do dia a dia do casal, quanto para os supérfluos (como o tal do jantar a dois), eu gosto muito de uma regra: justiça é tratar os desiguais de forma desigual. Quando um ganha mais do que o outro, é apenas natural que esta pessoa contribua mais com as despesas comuns.

Mas para chegarem a este acordo, vocês precisam conversar. Discutir alternativas. Quem vai ficar responsável por cada conta. Com quanto cada um vai contribuir. Quem paga os jantares e quem fica com a conta do supermercado. Se vocês terão uma conta conjunta ou não. De novo: não existe resposta certa. Existe apenas aquela que funciona bem para vocês dois.

Para saber se tudo está em pé de igualdade, Chimamanda Ngozi Adicihie (a autora maravilhosa de “Sejamos Todos Feministas”) propõe um teste: basta procurar o ponto onde ninguém se sinta injustiçado.

Essas conversas podem demorar mais ou menos. Podem ser mais ou menos desconfortáveis. Mas para construir um relacionamento sólido de parceria, elas precisam existir.

No meu caso, por exemplo: quem paga os jantares é o meu marido. Temos todos os nossos combinados e este é um deles.

E você? Conta aqui para mim nos comentários!

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