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Kika Gama Lobo Por Atitude 50 Focada na maturidade como plataforma pessoal, a jornalista Kika Gama Lobo escreve sobre as sensações e barreiras que as mulheres de 50 anos vivenciam

Maconha sexual

Os lubrificantes que usam os princípios ativos da erva prometem orgasmos mais intensos

Por Kika Gama Lobo - 4 mar 2020, 10h00

Na minha juventude, maconha era só para ser fumada. Agora virou remédio. Elevou-se ao patamar de commodities e se negocia a preço de ouro. Mas, seu uso na genitália, como lubrificante que promete mais orgasmos, juro que nem imaginava.

Aplicada como óleo, na hora da masturbação ou preliminares, bem no clitóris ou no ponto G, promete acelerar e intensificar o gozo já que a cannabis tem THC (tetra-hidrocanabidiol) e CBD (canabidiol, outro principio ativo da erva). Existem no mercado um produto uruguaio de nome Xapa Xana (adorei!), um americano (Foria) e um brasileiro de manipulação. Algumas amigas já usaram um destes três e, eu, curiosa, liguei pra saber o que acharam. Nenhuma me deu um relato de Marte, divisor de águas entre uma gozada boa e outra espetacular, mas como as minhas sisters tem mais de 50 anos, estão na menopausa e driblam a demora em ter prazer, achei que valia a pena entender o que me diziam.

Nas três versões, todas tem um jeito meio melecado, de lubrificante mesmo, mas apenas o uruguaio é mais eficaz pois, segundo elas, adormece melhor a xota e dá uma sensação de descontrole de suas contrações. Dito isso, o prazer fica mais difuso e elétrico e há uma vibe de relaxamento maior, a tal da “onda”. O fato é que fiquei ultra curiosa para experimentar e se você aí que me lê tiver essa oportunidade, escreve pra mim. Podemos conversar depois de sua “viagem” sobre esses dois imensos tabus: o prazer feminino e a maconha.

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