Clique e Assine a partir de R$ 8,90/mês
Ana Claudia Paixão A jornalista Ana Claudia Paixão (@anaclaudia.paixao21) fala de filmes, séries e histórias de Hollywood

A vez de Aretha Franklin no cinema

Merecedora de tributos, a vida da rainha do Soul é retratada em dois filmes dignos do Oscar

Por Ana Claudia Paixão Atualizado em 23 jul 2021, 17h42 - Publicado em 23 jul 2021, 16h00

Aretha Franklin foi diva em vida. Rainha do Soul, temperamental, politizada e única, começou sua carreira aos 12 anos, como cantora religiosa apoiada pelo pai, pastor e empresário. Aos 14 anos, já tinha mais de um álbum gravado. Não é surpresa, portanto, que sua vida seja tema de dois filmes, Aretha e Respect, com Cynthia Erivo e Jeniffer Hudson, respectivamente. Já era hora!

O talento de Aretha era óbvio desde que surgiu. Dinah Washington era sua fã e, entre seus amigos pessoais, tinha personalidades talentosas como Marvin Gaye, Ray Charles, Sam Cooke e Quincy Jones. Além disso, a jovem de 16 anos era amiga do pastor Martin Luther King Jr., a quem homenageou cantando em seu funeral.

A influência de Sam Cooke e seu sucesso no mundo pop encorajaram a jovem Aretha a deixar o gospel por outro repertório. Em 1961, ela lançou o icônico Aretha: The Ray Bryant Combo com o sucesso Won’t Be Long, virando sensação imediata e homenageada como a Rainha do Soul.

Embora já fosse uma estrela, foi em 1967, quando regravou a canção Respect, de Otis Redding, que tudo mudou. Dentre suas alterações, estava o soletrar cada letra da palavra, que ganhou espaço como hino feminista e dos direitos civis. Sem dúvida também sua “canção assinatura”, que é até o nome do filme sobre sua vida, estrelado por Jenniffer Hudson.

Em 1968, foi uma chuva de hits. ThinkChain of Fools e I Say A Little Prayer são apenas alguns deles. Prêmios, shows, polêmicas marcaram a carreira e vida pessoal da cantora. Aliás, a Rainha do Soul contou com a presença da Rainha Elizabeth II quando se apresentou no Royal Albert Hall.

Continua após a publicidade

O lado politizado de Aretha a envolveu diretamente com as questões de Direitos Civis e feminismo, o que a levou até para a prisão, assim como sua companheira de luta Angela Davis.

Sua vida pessoal foi conturbada. Mãe aos 12 anos, sua avó e irmã mais velha praticamente criaram seus dois filhos. Até completar 19 anos, ela viria a ter mais dois filhos. Foi casada duas vezes, sendo que na primeira união foi vítima de violência doméstica.

Mas na música, sempre brilhou. Venerada em vida, ela morreu em casa, em 2018, aos 76 anos, por causa de um câncer no pâncreas. Aretha Franklin foi considerada pela Rolling Stone como uma das 100 maiores cantoras de todos os tempos.

As atuações de Cynthia Erivo e Jennifer Hudson têm potencial de prêmios, mas o que nós ganhamos é rever, ouvir e adorar uma das lendas mais fascinantes da cultura americana de todos os tempos.

  •  

     

    Continua após a publicidade
    Publicidade