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Engano fatal

Uma coincidência ao telefone pode se acabar numa paixão avassaladora ou numa decepção gigante

Por Redação M de Mulher Atualizado em 21 jan 2020, 12h59 - Publicado em 26 out 2008, 21h00

Ilustração: Dreamstime

O que um telefone não faz! Ele trouxe para mim a paixão por um fio. Foi incrível! Não tive tempo nem de analisar direito o que André tinha feito comigo e já estava encantada com a voz do Luiz Rodrigo. Minha cabeça estava confusa em meio a tantas surpresas de uma só vez, meus pensamentos borbulhavam para descobrir o que estava acontecendo comigo. Era uma mistura de sentimentos que só faltava me deixar louca. Em um momento queria chorar e me entregar à depressão, logo em seguida sentia que precisava ser amada e buscar uma nova paixão. Fiquei nesse impasse por várias horas até que, lá pela madrugada, consegui dormir.

No dia seguinte… imagine. Perdi o horário de entrar no serviço. Agora já era, dane-se o chefe, eu não ia ter pique mesmo para trabalhar com a cabeça queimando daquele jeito. Tomei um belo café e fui colocar em ordem algumas coisas, inclusive minhas idéias, que mais pareciam uma balança quebrada. Fiquei pensando melhor naquela ligação e achei que o melhor a fazer era esquecer, afinal, homens são todos iguais. Além do mais, eu nem me lembrava do número de telefone que havia discado, o erro tinha sido uma casualidade, eu não sabia o telefone do Luiz Rodrigo e ele não sabia nada de mim.

Estava justamente nessas divagações quando o porteiro me trouxe um ramalhete de flores deixado por Luiz Rodrigo, com um cartão lindo, me convidando para jantar. O quê!? Quase tive um troço! Logo agora que eu ia passar uma borracha em tudo, esse homem surge do nada outra vez! Se eu já estava indecisa, imagine como fiquei… Comecei a gostar da idéia. O modo como Luiz Rodrigo surgiu foi muito bom, seu jeito de me tratar foi uma massagem para minha auto-estima. Eu queria mais. Resolvi aceitar o convite. Claro que, enquanto a noite não chegava, a ansiedade foi tomando conta de mim. Queria saber tudo: quem era ele, o que fazia, como descobriu meu endereço e o que queria de mim afinal.

Depois de vestir e tirar umas seis peças de roupa diferentes me decidi por um vestido preto de que eu gostava, porque mostrava bem meus ombros bronzeados, era elegante e sensual ao mesmo tempo. Coloquei aquele salto alto que me fazia sentir a dona do mundo. Sabe quando você passa e todos te olham com se você estivesse lá em cima? Bobagem, são apenas alguns centímetros, mas a gente já fica toda poderosa, atraindo olhares. Dei uns retoques finais na maquiagem e, como sempre, o espelho, meu amigo leal, dava a última palavra de aprovação em silêncio.

Olhei para o relógio — caramba!, 20 minutos atrasada! Peguei minha bolsa e saí correndo para o elevador. Que raiva, ele estava no 1ª andar parado, minha vontade era sair correndo por aquelas escadas. Pronto! Estava vindo, quando a porta do elevador abre.

—  Essa não!

Sabe quem ……? O infeliz do André! Disse que queria conversar sobre nós. Todo melancólico, se fazendo de coitado. Disse que eu estava bonita, mas não ia perguntar nada para não parecer ciumento. Fui clara: disse que sabia o que estava acontecendo e que conversaríamos na volta. Ele pediu para ficar no apartamento enquanto me esperava. Concordei só para me livrar dele logo. Afinal eu já estava hiper-atrasada. Saí correndo. Quando cheguei ao endereço marcado por Luiz Rodrigo, me deparei com uma tremenda surpresa: minha vontade era de sair dali voando, aquele lugar não era para mim…

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