Bill Cosby recusa depor em seu julgamento por abuso sexual

Acusado de mais de 50 casos de violência sexual, o ator será julgado por drogar e estuprar uma mulher em 2004

O ator e comediante norte-americano Bill Cosby, 79 anos, será julgado por júri popular no próximo mês sob acusação de drogar e violentar sexualmente Andrea Constand em 2004. Em entrevista à rádio norte-americana SiriusXM, divulgada na terça-feira (16), o ator disse que não irá fazer qualquer declaração durante os interrogatórios. “Eu não quero sentar lá e descobrir que o que acredito ser uma resposta verdadeira é, na verdade, a abertura de algo que os meus advogados não gostariam”, disse. 

Famoso pelo programa de comédia “The Cosby Show”, o ator recebeu mais de 50 denúncias de abusos contra diversas mulheres, incluindo menores de idade, ao longo de décadas. Uma mulher, atualmente com 58 anos, diz ter sido obrigada a masturbá-lo quando tinha 16 anos, no caso mais antigo registrado contra ele. No entanto, a denúncia de Andrea Constand em 2005, de que teria sido drogada e estuprada por ele no ano anterior, quando era uma atleta universitária, foi uma das primeiras a emergirem. O caso acabou arquivado, mas foi reaberto em 2015 e as denúncias não pararam de aparecer.

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Em 2015, Cosby foi interrogado em audiências preliminares diante de um juiz na Pensilvânia. Ele evitou responder às perguntas, exceto afirmativa ou negativamente. No mesmo ano, o jornal The New York Times teve acesso a um interrogatório da polícia com Cosby feito dez anos antes, quando o ator se defendia da denúncia de Constand. No depoimento, ele afirma ter mantido relações sexuais com ao menos cinco mulheres após tê-las drogado com calmantes. Segundo diz, as mulheres teriam consentido.

O julgamento está previsto para começar em 5 de junho em Norristown, na Filadélfia. Na recente entrevista, ele evitou falar sobre os casos. Questionado se ele acredita que as mulheres estariam mentindo, Cosby desconversou. Sobre um hipotético retorno aos espetáculos, disse: “O júri decide, mas depois sempre tem a opinião pública”.

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