Como enfrentar a obesidade infantil

"Ele diz aos seus amigos que não dou comida em casa"

"Meu filho procura comida o tempo todo. Ataca a geladeira enquanto estamos dormindo. Parei de comprar doces, bolachas, refrigerantes, mas tenho que esconder até as frutas, senão ele devora tudo”, conta a administradora Maria Del Carmen Perez, 46 anos, mãe de Júlio, 14, e de Grégori, 7. Os dois meninos já enfrentaram problemas com a balança, embora ela e o marido tenham peso normal. “O Júlio era bom de garfo: aceitava tudo o que eu punha no prato e ainda repetia. Fiz mudanças e ele emagreceu.” O roteiro se repetiu com o filho menor. “Grégori era miúdo, tinha bronquite, rejeitava comida. Com tratamento homeopático, as crises alérgicas cederam e o apetite voltou. Como era muito fraquinho, eu oferecia mais alimento. Aos 6 anos, já estava 10 quilos acima do peso. Mas isso não o incomoda e nunca está saciado. Fora de casa é um problema. Se vai a um aniversário, ele se entope de doces e refrigerantes. Tira moedas do cofrinho para comprar doce na cantina da escola. Diz aos amigos da classe que a mãe não lhe dá comida e consegue ganhar metade do lanche deles. Leveio a um psicólogo. Preciso ocupar o tempo dele com atividades divertidas. Só assim para ele esquecer a comida.”

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